para ler na web: a.casa.das.sete.micheles * andré.mans * antena.com.bombril * a.sétima.visão * babadocerto * beautiful-dirtyrich * bhy * bota.dentro * canudos.coloridos * carioca.virtual * chatonoar * clebs * david® * dj.felipe.lira * don.diego.de.la.vega * elcocoloco * euelenossomundo * fast-food(e) * gayzine * g.cliché * glamaddict * introspecthive * isadora * joapa * justo.&.digno * l’absurdité.de.la.vie * las.bibas * lex.grego * lindinalva * made.in.brazil * man.in.the.box * na.casa.dos.30 * olhares.loiros * paulo.braccini * pegaytion * ragazzo * renateeenho * boy.soccer * tony.goes * too-tsie * tudo.cabe * will * zappingnews * 30 ideias

contato: uominiblogger@hotmail.com

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31.3.09


AE* ::




* sei que a sigla não é exatamente essa, mas eu me recuso a fazer propaganda de segunda linha de marca gringa

E esse mundo é mesmo uma ervilha.

Ontem dei uma *passadinha rápida* na 269 e quem eu encontro? Quem?? Quem???

A *bee* com limite estourado em vários cartões de crédito e que ganhou um post aqui no blog (em 12/03)!

Só percebi que era a mesma pessoa do *bapho* na *lojinha popular* quando, após um grupal *bááásico* em um dos quartos da sauna, ele disparou: “Eu tenho a impressão que te conheço de algum lugar...”

Mas eu sou *phyna* e não ia constranger o rapaz com os outros dois corpos ainda no quarto...

Enfim, dessa vez não apliquei minha máxima predileta: “quando sou boa, sou muito boa, mas quando sou má, sou melhor ainda”.

Dessa vez...


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30.3.09


psicose:




O que é essa *amapô* que senta ao meu lado aqui no trabalho?

Além de usar um batom rosa (oi?) e falar pelos cotovelos, ela não pára de comer esses salgadinhos gordurosos e barulhentos.

Estou *loko do edi* de vontade de pegar ela pelo pescoço e começar a enfiar salgadinho goela abaixo num regime de finition d'engraissement até conseguir produzir *patê de fígado de girafa gorda* pra oferecer num lanchinho pros funcionários.

Pronto falei!

*Num guento segunda-feira*!


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29.3.09


adágio popular:




Eu estava no “autorama”, o estacionamento do Ibirapuera que serve de gay cruising, quando presenciei uma cena sui generis:

Um carro, desses bem caros, estava estacionado. Dois senhores distintos, um de camiseta verde e outro de camisa branca, ocupavam o automóvel. O de verde se masturbava sentado no banco do motorista, enquanto o passageiro estava de quatro, sem calças, com as nádegas voltadas para a porta aberta e um rapaz mal vestido, meio sujo, que seria pago, penetrava seu pau grande e duro na bunda projetada para fora.

A cena atraiu rapidamente um grupo numeroso de espectadores. A platéia assistia tudo em grande silêncio e excitação. Os ocupantes do carro pareciam radiantes com o aumento da platéia a ponto de acenderem a luz interna para facilitar a visualização. Entretanto, de repente, o silêncio foi rompido por uma voz grave, firme e taxativa:

“Poh, pessoal! Assim num vai dá! Cês tão trapalhano meu sirviço. Dá pra dá lincença aí, pur favor? Si naum vou te qui parar...”

Era o rapaz com cara de mendigo, de bermuda arriada, pau em riste, parado como uma estátua e num desabafo. Imediatamente a luz do carro foi apagada e a multidão constrangida deixou o trio à vontade.

Moral da história? “Muito ajuda quem não atrapalha”!


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28.3.09


o valor de x:




Numa visita a uma sauna (ou *cinemão*, ou clube de orgia) faço sexo, em média, com cinco caras. Digamos que eu frequente locais como esses pelo menos uma vez a cada duas semanas.

Vou considerar mais um parceiro eventual por semana (do tipo que a gente troca olhares na rua e acaba em um hotel barato, encontra em um banheiro público deserto ou em algum *darkroom* de bar ou *buati* da vida).

E, claro, tem as visitas ao parquinho que sempre rendem pelo menos duas boas trepadas por semana. Vou deixar de fora os eventuais namoricos e encontros pela internet (que não faz muito o meu estilo).

Até aqui tenho uma média de 22 fodas por mês. Minha vida é sexualmente ativa, e neste ritmo, desde os dezoito anos. Isso dá quatorze anos aproximadamente. E se cada ano tem doze meses, logo temos:

x = n° de parceiros em um mês . (12 . n° de anos de *pegação*)
x = 22 . (12 . 14)
x = 3696
c.q.d.


E olha que eu não era necessariamente um santo antes dos dezoito (só era um pouco mais comportado), não contei as festinhas que eventualmente participo, as experiências com *boys* e fui *beeeeem* modesto nos números médios em saunas, clubes, cinemas e parques.

E que venham mais quinze!!!


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27.3.09


æsthetics:



É sexta...

E em tempos de Sonique...

Em que a *biluzada* se impressionou com o trabalho do Triptyque (oi?)...

Segue uma imagem de uma das casas mais bacanas São Paulo.

(e se vc não concordar é melhor fazer um curso *bááásico* sobre arte e estética contemporânea ur-gen-te-men-te!)

by p.m.rocha

mensagem deste blog a um amigo:
Entedeu? Então pensa três vezes antes de fechar negócio com aquele apartamento de fachada neoclássica (argh) que a *senhora* adorou...

Bjus.


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26.3.09


*nervoooosas*:




*Atóóóron* uma polêmica!

Mas não se preocupem *amiiigas* leitoras:

Não pretendo virar um *junkie todo errado* depois de velho.

(Se sobrevivi aos tempos da Level, rsrsrs, não seria agora)

E que bom que meu texto tocou tanta gente!

Mas o caso é mesmo sério.

Já vi muito menino *liiiindo* ficar todo *cagado* por causa de droga!

E "virar batman" (todo sujo e com cobertor nas costas em forma de capa) no centrão.

Não acho que um drink transforme ninguém em alcoólatra, por exemplo.

O que percebo é que esses garotos já têm um inferno em suas almas (ui)...

E só usam a droga pra exteriorizar essa condição.

Enfim...

Vou confidenciar algo pra vocês:

Já tentei ajudar três boys que conheci em situações diversas nos últimos anos:

Mas em nenhum dos casos pude fazer muita coisa.

Um morreu... Um foi preso (e ainda está, eu acho)...

E o outro eu vejo vez por outra (ainda tenho uma pontinha de esperança)

Enfim...


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25.3.09


quarto 3:


(Os fatos que seguem ocorreram entre as 17hs e 19hs do dia 24/03)

Passo à tarde pela Praça. O mocinho desencosta do gradil. Trocamos olhares. Ele puxa conversa. Oferece-se por trinta. Desconverso. Diz que vai por vinte. Reluto. Outro rapaz passa e me cumprimenta. Continuo com o mocinho. Saímos dali. A conversa flui. Pergunta se gosto de crack. Ele quer fumar. Passamos na Guaianazes. Compro quatro pedras. Vamos pra um hotel barato. A recepcionista está grávida. Quarto 3. A parede é rosa. Tudo cheira à água sanitária. A cama tem lençóis puídos. Ele saca um pequeno cachimbo. Acende um cigarro. Enche o fornilho com as cinzas. Coloco as pedras no criado. Ele divide uma delas em três. Põe um pedaço meticulosamente sobre o monte de cinzas. Oferece sua obra. Seguro pela haste marrom. Tiro um isqueiro do bolso. Acendo. Trago devagar. Devolvo pra ele. O cheiro empesteia tudo. Minha vez de novo. Devolvo. Minha vez. Fim da primeira pedra. De repente desconecto. Recuso a próxima rodada. Ele continua. Estou estranho. Caminho pelo quarto. Olho o rodapé. Tiro a roupa. Fecho a cortina. Destranco a porta. Tranco a porta. Esfrego as palmas das mãos. Vou ao banheiro. Tomo banho. Respiro. A onda passa. Volto pro quarto. Ele começa a terceira pedra. Oferece. Recuso. Sento. Observo. Ele tira a camisa. A pele é bem branca. É bonito e muito jovem. O cabelo precisa ser cortado. Fim da terceira pedra. Agora ele caminha pelo quarto. Deito. O teto tem espelho. Ele liga o rádio. Ele tira a bermuda. Ele me chupa. Fico excitado. Ele pára. Ainda tem uma pedra. Voltamos ao cachimbo. Trago primeiro. É a vez dele. Minha vez. Ele. Eu. Ele. Fim das pedras. Ficamos sentados. Parados... Parados... Parados... Ele se mexe. Eu me mexo. Respiro fundo. Ele sorri. Gosto de olhar. Passo a mão pelo corpo dele. A pele é lisa. Ele deita de bruços. Enfio o dedo no cu do rapaz. Cuspo entre as nádegas dele. Enfio meu pau. Ele se entrega. Faço com força. Ele não reclama. Começo a suar. Tem um espelho quebrado na parede. Tiro da bunda. Enfio na boca. Ele engole tudo. Fecho o olhos. Seguro pelos cabelos. Ele se esforça. Coloco-o de quatro. Meto mais uma vez no rabo. Suor no meu rosto. Não vou gozar assim. Paramos. Bato punheta. Gozo na cara dele. Ele sorri. Acho patético. Vou me lavar. Ele vai depois. O chuveiro não esquenta. Volto pro quarto. Visto a roupa. Quero ir embora. Ele também veste. Saímos dali. Ele não cobra. Eu dou vinte. Ele sorri. Agora me parece estúpido. Já está escuro. Despeço-me. Tem fumaça de churrasco na esquina. Volto pra Praça. Olho pra traz. Ele segue para a Guaianazes.


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24.3.09


como os romanos:




Pois *enton*, foi só a marolinha virar tsunami que os nossos políticos resolveram usar um dos artifícios mais antigos do processo civilizatório: "Tá faltando pão? Mais circo pra macacada!” O governo federal, imbuído deste ideal progressista e visionário (ui), quer criar o vale cultura. Seriam cinquenta dinheiros pros mais pobres gastarem com teatro, cinema, livrarias. Sei... E será que vai poder usar no cinemão? No show dos boys do Paulinho80? Eu mesmo tô querendo há tempos aquele livro das necas gigantes...

Mas eu sei que o povão do meu Brasiiiiiiillllll vai preferir algo assim mais *sufisticado*, mais a nossa cara, mais o nosso *ispríííto*: um bom filme, tipo “A múmia 3”, “Batman”, Kung Fu Panda”, e outras obras também ligadas ao conhecimento, à arte e ao bom gosto. Melhor: talvez o incentivo só valha pro nosso fer-vi-lhan-te cinema nacional e aí o que vai ter de filme com ator que está de férias das novelas... *Tuiiido*! E os Shows? Dupla sertaneja pode? Pode! E baile funk pode? Pode! É espetáculo, é cultura, acho que vai poder sim. Quanto aos livros... Aí tem um probleminha: precisa saber ler primeiro, *néam*?

A cereja do bolo na proposta governamental seria ampliar o alcance da Lei Rouanet: mais isenção de impostos às empresas que fomentarem a cultura e uma maior pulverização dos investimentos pelo Brasil. A idéia é boa... Mas tem um detalhe: uma comissão do governo iria julgar os projetos e só assim concederiam o incentivo fiscal. Quais seriam os parâmetros estéticos? Mistéééério.... Acho que aquela sua *amiguxa beeesha e atriz* que quer montar um monólogo de Becket na comunidade carente da sua cidade continuaria sem patrocínio (e ainda bem!).

Já antevejo um sem número de atrizes globais decadentes montando espetáculos de última hora, grupos teatrais fantasiados com "vestimentas e ornamentos populares” fazendo qualquer coisa por esse interior do país, e, principalmente, *mooooita* criança batendo lata. Vocês já perceberam como tem ONG que gosta de botar criança pra "estudar" percussão? Pura educação musical! Tum, Tum, Tum Tum, Tum, PA, PA PA, Tum Tum! E os ouvidinhos absolutos dos nossos pequenos maestros já ficam treinados, preparados para assumir o posto de *baterista em lata de achocolatado*, quem sabe, em alguma filarmônica (assim que essa função for criada, é claro!), Affffff!

E é o que temos. Achou amargo? Como eu já disse aqui no blog, prefiro seguir o conselho sábio que diz: “seja pessimista nas idéias e otimista na vontade”.

Pronto falei!


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23.3.09


cumpleaños:




Uma amiga que faz o estilo *fag hag* e é do tipo muito franca me disse:

"A partir dos trinta e poucos anos já estamos na faixa etária dos tiozinhos... Esse negócio de que hoje os 30 são os novos 20 é uma grande furada. Vinte é vinte, trinta é trinta e assim seguimos ladeira abaixo, gato!"

Inconformado com a visão pessimista da *bunita*, repliquei dizendo que "tio" era pro povo bem mais velho. Então ela disparou, sem pena, do alto dos seus 33:

"E temos que nos dar por felizes por ainda sermos tios. Depois dos quarenta vem a fase do 'titio avô'... E lá pelos cinquenta já se prepara pra ser chamado de *bisa*, meu bem."

E aí eu azedei...



Hoje eu faço 32, com carinha de 25.

E *nem confiança* pra quem disser o contrário!

;-)


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22.3.09


sem sela:




Será que vc, querido leitor, nunca fez sexo sem camisinha? Arrisco dizer que já fez sim e bem mais que meia dúzia de vezes.

Acho importante frisar que bareback sex não é apenas fazer a *loka* na sauna e se transformar no maior *recipiente de leite* do hemisfério sul, ou sair pelo darkroom enfiando o bilau em todo buraco disponível como se não houvesse amanhã, ou mesmo participar de uma das *parties* que se multiplicam pela cidade.

Você fez bare quando decidiu abolir a camisinha com aquele carinha que vc amava na adolescência, quando achou que “colocar só a cabecinha” não era tão arriscado assim, ou quando se considerou vivendo uma relação estável e resolveu “estreitar a intimidade”.

Whatever... Think about it!



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20.3.09


semântica:




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destilando:




Pelo MSN:

über diz: “Mas se o figura jura que é *top*, influente, informado, ligado em moda, conhecido, praticamente uma very important person...”

uomini diz: “É o que ele quer parecer...”

über diz: “... deveria investir em um clareamento a laser naquele sorriso amarelo queimado que ele insiste em escancarar na TW!”

uomini diz: “HAHAHAHA! Venenooooosa a senhora!”


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19.3.09


man at work:




Ontem eu assinei um contrato de trabalho que ocupará os próximos dez meses da minha rotina. Entretanto, diferente de tudo que eu realizei nos últimos anos, terei que "cumprir carga horária no escritório da empresa contratante". Pois então, voltarei à idade da pedra em que a presença física do profissional era "indispensável" (mesmo com os altos custos para garantir um espaço que abrigue uma pequena multidão e todos os gastos subjacentes). Trabalhar em rede, cada um no conforto da sua casa, e realizar reuniões com objetivos específicos? Muito moderno pra algumas pessoas...

Enfim, em tempos de "marolinha", é melhor não reclamar e aproveitar as *delícias* da vida corporativa: trânsito pra chegar ao trabalho, ponto eletrônico, mesa rotativa, rotinas administrativas, cafezinho, almoço por quilo, internet (livre, mas monitorada), cara de sério (com uma janela de paciência aberta no note), mais cafezinho, muita política para sobreviver à vanity fair dos colegas arquitetos e mais trânsito pra voltar pra casa. E tudo se repetindo por cinco (às vezes seis) dias por semana.

Paciência. O jeito é lembrar o conselho que qualquer *drag* cinquentona teria na ponta da língua:

Força na peruca!


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18.3.09


atualizando:




E o *bapho* da cptm foi tão marcante que eu nem lembrei de postar ontem. Enfim, aqui estou de volta. São 3:50am, acordei do nada e estou totalmente insone... Faz parte.

* * *

Estranho... Estava zapeando a tv aqui do quarto e parei em um documentário (em inglês) sobre a descoberta do "Evangelho de São Tomé" (que apresenta Jesus como um professor e não como um messias) apresentado na Record (?). Com o fim da transmissão a emissora ficou fora do ar. Oi? E aqueles programas evangélicos punks em que os espíritos são exorcizados ao vivo e que eu *adoooro*? Os pastores, donos da emissoras, decidiram expandir a consciência de seus fiéis? Ou teriam sido hackeados? Mistééério...

* * *

E me contaram que rolou uma repressão *fooorte* no Shopping Paulista por esses dias. Parece que um dos meninos do nosso grupinho do Ibira foi levado à delegacia e fichado. Ui! Depois do fato os pais o proibiram de sair de casa (ele tem uns dezenove anos). Fiquei chateado pelo rapaz (que é um fofo), mas percebi que a *bee* destilava seu schadenfreude enquanto relatava o *causo*.

* * *

Continuamos no encalço da cagona do parquinho. Assim que eu tiver novidades atualizo vocês.

* * *

"Dado Dolabella é preso pela Delegacia da Mulher"


Será que vai rolar uma curra? Delííícia...

* * *

E pra terminar: um adeus deste blog...


Sempre simpatizei muito com o Clô! Pronto falei.


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16.3.09


abCd:



E hoje eu precisei ir a São Caetano do Sul. Descobri que tem um trem que sai do metrô Brás e vai direto, passando pela Moóca, Ipiranga e Tamanduateí.
Mas é claro que este post não será sobre o transporte público na Grande São Paulo...

Pra facilitar pras *culegas* que ainda têm um monte de blog pra visitar, lá vai:

onde: banheiro da estação de São Caetano;

com quem: com dois cafuçus (tipos físicos de servente de pedreiro e com vinte e poucos anos cada);

como: enquanto um montava guarda eu atendia o outro;

vai! conta mais, beeesha: no primeiro eu fiz uma boquete como há muito tempo não rolava. O pau era grande, cabeçudo e estava bem limpo (acho que os dois tinham tomado banho na obra antes de pegar o trem). A glande encaixou bem na garganta e eu não fiz a linha virgem: atendi até o boy revirar os olhinhos... O segundo era meio troncudo e a *neca do ocó* era do tipo curta e grossa. Pra ele eu dei. Dei *liiiinda* o meu *edi*. Quase guardei a camisinha de recordação: limpíssima por fora (como deve ser) e recheada (pesada mesmo) do leitinho do moço.

Enfim, só sei que foi assim!


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15.3.09


real life:




Schadenfreude:
(termo alemão sem correspondente no português corrente)
significado: sentir alegria com a desgraça de outro.

* * *

Quando ouvi esse termo no programa "Sai Justa" da GNT, pensei:

O sentimento de schadenfreude seria mais recorrente no meio gay do que entre os HT's?

Meus últimos dez anos fora do armário dizem que sim...


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14.3.09


Pós de cu é rola:




Eu mesmo deveria apoiar a causa. Tenho boa educação, uma atividade profissional criativa, o último livro que li estava em italiano, minha família fica bem na foto, sou do tipo não efeminado, gosto de consumir bobagens, vez por outra recebo cantadas de garotas casadouras e devo ter umas quinze camisas pólo no armário.

Entretanto não consigo compactuar com o conceito de “pós-gay”. A sensação que tenho é que senhas foram distribuídas no gueto e, a qualquer momento, aqueles que se enquadrarem no perfil serão agraciados com um lugar no mainstream. E poderão, quem sabe, estrelar um comercial de margarina, num apartamento bem decorado, ao lado de seus lindos namorados, com uma seleção bacana de mp3s ao fundo e um cachorro do tipo que custa por mês mais que a maioria das crianças brasileiras dispõe para o seu desenvolvimento.

Não! Não aceito esse prêmio de consolação. Não abro mão do sexo livre com qualquer um e na maioria dos lugares (ahhh, a Holanda); de dar pinta sempre que eu quiser e andar com caras que são verdadeiras *manchas*; de defender a liberação de todas as drogas; de andar entre travestis; de não ser o que esperam de mim, só porque “é assim que as coisas são”; de afirmar que a prostituição é um direito; de preterir relações monogâmicas e estáveis (pra apresentar pra mamãe?). Se a moda for camisa azul, lá estarei eu de vermelho.

Sem modelos, apenas possibilidades.


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13.3.09


sexta e treze:




Hoje é o dia da senhora fazer aquele *ebó* pra virar uma beeesha *riiica*, *bunita* e bem *cumida*!

E se joga no terreiro daquela sua *ameeega* suburbana, bebe muita cachaça e atende *liiinda* os *cafuçus* varzeanos!

E cuidado se alguma *bee* te olhar feio e falar algo de vc...
(Nunca se sabe o alcance de algumas palavras ditas da forma certa!)

Acredita, *viado*!


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12.3.09


vivendo e aprendendo:




Hoje eu fui até o Shopping Paulista comprar umas coisinhas. Em uma das lojas testemunhei uma cena que deve ser muito mais comum do que se imagina...

Lá estava eu na fila do caixa da AE. Na minha frente um rapaz pagava por suas compras. Eu logo o reconheci como uma dessas figuras que eu nem sei o nome, mas que sempre encontro na *buati*.

Ele mantinha um ar blasé, sempre desviando o olhar e atendendo seguidas chamadas no celular. E foi entre uma ligação e outra que o funcionário da loja, após duas ou três tentativas, estendeu um cartão de banco e afirmou resoluto: “não foi autorizado”. A *musculosa* em questão (sim ele é da turma dos fortões) recolheu o cartão, pediu desculpas e ofereceu outro. O caixa gentilmente voltou ao seu trabalho.

Pouco depois o gerente (?) foi chamado pra ajudar. Eles conversaram e o novo personagem se dirigiu ao cliente já menos empertigado: “humm... o senhor teria outra forma de pagamento? Esta bandeira também não autorizou a cobrança.”. O garoto fitness recolheu o segundo cartão e ofereceu outros dois dizendo em voz baixa: “Então você poderia passar duzentos nesse aqui e o resto neste outro?”

A partir daí eu preferi me afastar, fingindo interesse por algumas peças próximas à vitrine. E foi a melhor atitude, pois eles ainda ficariam testando os limites financeiros do cliente por mais uns dez minutos.

Enfim, a figurinha conseguiu pagar por suas compras e saiu com seus pacotes à tira colo.

Moral da história: Que droga de inversão de valores é essa? Não entendo como alguém prefere fazer ginástica com o próprio orçamento a eliminar o que é supérfluo. Enfim...

Muito franco!


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10.3.09


lição de casa:




Internet é cultura!

Mas também serve para tornar público os segredos milenares das *beeeshas* *pheeenas* e limpinhas.

Melhor assim...

Imaginem quantos cheques poderão ser evitados se passarmos o conhecimento *xucal* adiante.

;-)


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about the day:




Hoje eu fui ver um senhor com bem mais de cinqüenta anos. Costumo encontrá-lo uma, ou duas vezes por mês. Nessas ocasiões não sou eu quem dá as cartas. Raramente trocamos qualquer palavra além de “olá” e “tchau, até a próxima”. Ele sempre sabe o que fazer, não me consulta sobre minhas preferências, faz o que quer comigo e sempre vem com algo diferente (ui). Preciso confessar que, apesar de pagar pelos serviços dele, gosto cada vez mais!

Esse *ser de poucas palavras* é o meu cabeleireiro (pensou o quê, mente suja?). Sempre tive dificuldade em me fixar com um profissional, mas desta vez estou feliz! Sento na cadeira, leio uma revista e não preciso ouvir nenhuma teoria sobre a vida, a moda, alguma estrela global ou sobre o Big Brother. Além disso, ele corta sem fazer perguntas, nem mesmo sobre minhas expectativas (fato que, no primeiro corte, me deixou cabreiro até o fim do trabalho, mas ele sempre acerta), é eficiente, gentil, concentrado e meticuloso.

Espero que ele não mude de cidade (como uma moça muito boa que cortava minhas madeixas lá pelos meus vinte anos) ou consiga um emprego nesses salões que cobram duzentos reais pelo corte masculino (oi? Que tipo alucinado anda queimando dinheiro hoje em dia?)

Dessa vez me deixou mais curto nas laterais e quase não mexeu no tamanho da franja.

Ahhh... De vez em quando ele encosta o pau no meu ombro... Mas fazer o quê? Alguma coisa de sexual sempre acontece nos eventos da minha vida. Ces’t La vie...


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8.3.09


sobre o *domingón*:


+ + +

(O que é essa dor de cabeça que não passa?)

Enfim...

Fica a dica:

vários baseados + vodka com kiwi + viagra + moleque de 20 anos =


A maior ressaca ever!


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7.3.09


mural de recados:



BHY:

Por que será que quase ninguém assinou o naohomofobia? Pra dar vexame na *buatchi* ninguém tem vergonha, mas na hora de mostrar que tem um mínimo de inteligência... Cadê?


*VIADAS*:

Vamos lá! Se não tem intenet em casa usa o computador daquela sua amiga *crasse média* durante o *chillout* do domingón na kitinete dela e assina clicando na seta:





EDU:

Manda a fotinha no e-mail que a gente publica aqui no blog, gato!


TOOTSIE e RUBINHU:

O twitter me desconcentra e a produtividade cai... Fico com a janelinha aberta o dia inteiro e trabalho que é bom... Por enquanto fica só o blog mesmo! Bjusssssss!


LA LOLA:

O mundo será um lugar melhor quando o blog de lalola estiver em atividade!

Imagina que luxo: um blog pra meter o pau comentar as atividades dos blogueiros.

Você já é *a* ombudswoman da blogaysfera... Só precisa oficializar! BJUS!!!


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6.3.09


maquiavélico:




É mais importante ter talento ou sorte?

Vejamos:

A senhora pode ser a maior *atchiva do koo* de todos os tempos. Do tipo que enfrenta sem medo consolos de 25, 27 e, até mesmo 30 cm (talento!).

Mas se um cafuçu bem dotado não cruzar o seu caminho na hora certa, no lugar certo e querendo te fazer (sorte!)...

Fudeu! Quer dizer: não fudeu, ou pior: fudeu mais ou menos.

Portanto sorte é muito mais importante, pois se não você não tiver um *edi* talentoso: ao menos vai garantir uma garganta profunda inesquecível!

;-)


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5.3.09


A cagona do parquinho:




Adoraria dizer que se trata de mais uma lenda urbana, mas não é, *beeeesha*!

Eu e uns coleguinhas já identificamos a *maldita* que decidiu por em prática uma das fantasias mais insólita ever: passar cheque nos *ocós* desavisados do parque.

É, pessoinhas! No início achávamos que era só um caso de chuca mal feita, mas a porca faz de propósito. Suja um aqui, outro acolá, dá uma sumida e volta pra função com a cara mais deslavada (adjetivo que no sentido de "descolorido" não pode ser aplicado ao *edi* da cidadã) e ataca sem dó as suas vítimas.

Lá estamos nós numa rodinha, ao lado da casa de leitura, e vem outro boy correndo das bananeiras em direção ao bebedor pra tentar minimizar os estragos. E ela sempre escolhe os novatos. Suja o rapaz, sobe a bermuda, olha a sua obra por sobre o ombro e desaparece na escuridão da noite preta.

No início o povo até achava engraçado. Mas agora percebemos que alguns garotos com muito *potencial* não voltaram mais e isso é péssimo, pois pode gerar um desequilíbrio ecológico muito sério entre passivos e ativos. E aí já viu: vai ser um tal de *viado* passivo fazendo a *atchiiiva*... Péssimo!

Só sei que nós da MADII (Mantenedoras da Desordem Instituída do Ibirapuera) resolvemos ter uma conversa séria com a figura. Hoje ela escapou sorrateira, mas da próxima nós a pegaremos. Já temos até um plano. Só não vou dizer aqui, pois ela pode ser leitora do blog. Vai saber.

A cagona que nos aguarde!

(MF em 2009)


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4.3.09


leitinho quentinho do papai:




A história do ativista político / herói norte americano Harvey Milk é um dos assuntos prediletos entre os meninos que gostam de meninos desde o lançamento do filme de Gus Van Sant. Eu mesmo já ouvi diversos discursos idealistas (bem do tipo de causava ânsia em Nietzsche) imaginando uma figura pública gay, libertária, defensora dos fracos e que, em Terras Brasilis, simbolizasse o salvador da pátria dos LGBTWYZs.

"Imaginem um prefeito de São Paulo assumidamente gay" , falaram em uma das rodas que participei. "Desde que não repita o fiasco chamado Clodovil" , advertia um dos interlocutores. "Um senador da república! É o que precisamos. E alguém no STJ também!" Finalizou um jovem estudante de direito com quem já tive um affair.

Quase todos que conheço concordam: devemos invadir o território deles (os héteros) e fincar bandeira. Defender a isonomia de direitos, o fim das desigualdades, blá, blá, blá... Mas este blog faz a linha Gonzo, meu bem! E prefere dizer que essa história de político paulista, gay e engajado pode até acontecer, mas certamente não será como em um conto de fadas.

Acompanhem o raciocínio. Sabemos que, pra ser eleito no Brasil, ter (muito) dinheiro pra financiar a campanha política pode ser decisivo. Então vamos reduzir os candidatos possíveis àqueles que notoriamente poderiam arcar com os custos de uma disputa importante. Arrisco dizer que o patrimônio deste ser (imaginário) seria oriundo do mercado gay, pois duvido que as famílias dos herdeiros (descontando as falidas, é claro) aceitariam ver seus sobrenomes associados à “causa”... Ahhh, ser alguém *conhecido* seria uma condição sine qua non e certamente devemos considerar que parte do orçamento da campanha seria patrocinada por empresários (provavelmente do mesmo mercado) e outros entes, digamos, ocultos! Afinal de contas, boa parte do Pink Money não é necessariamente declarada ao fisco por motivos *de força maior*.

Resumindo: teríamos um candidato com os bolsos cheios do dinheiro das *bees*, que certamente contrataria um caríssimo marqueteiro para a criação de uma imagem vendável aos não gays, protegeria seu (eventual ;-) telhado de vidro e... GOTCHA!

Pra terminar este post seguindo o conselho sábio que diz: “seja pessimista nas idéias e otimista na vontade” ... Posso antever este nosso herói gay tupiniquim (após eleito) multiplicando, por um número de base 10, o seu patrimônio e, claro, o dos supostos patrocinadores.

Duvida? Em que país você esteve nos últimos trinta anos, gata? Acorda Alice!


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3.3.09


é o que tem pra hoje:




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2.3.09


sobre o domingón:




Leitoras!

As *bunitas* que conhecem este blog sabem que eu sou e-x-i-g-e-n-t-e e jamais ficaria jogando confete se realmente não houvesse razão para isso. Não sei dizer se o calor levou o povo a arriscar uma *pegation*, se a crise fez com que não sobrasse *aqué* pra *buati* no *domingón*, se o último recato caiu por terra no carnaval, se houve uma confluência positiva dos astros, ou se todas as opções anteriores foram válidas. Só sei que algo especial aconteceu no parquinho ontem à noite: foi o melhor dia de sexo-ao-ar-livre-no-Ibirapuera que eu já experimentei ever!

As *conheciiiidas* que marcam cartão disseram que o *sabadón* estava no mesmo nível. E quando eu digo “nível” quero dizer que não apenas as almas perdidas do extremo da zona sul da cidade estavam por lá... Tinha pra todos os gostos: pós-adolescentes ainda imberbes, musculosas, esportistas, fechativas, discretos, moradores dos bairros nobres circundantes, cafuçus que passaram o dia no parque e como não conseguiram nenhuma racha decidiram “comer um viado mesmo”, ativas dotadaaassss, passivas laaargas e até um grupo de emos com franjão e tudo mais!

É claro que os tiozinhos da segurança e os carros da guarda civil ficaram na ronda até depois das nove da noite... Mas, em minha opinião, é exatamente a presença deles que dá todo um clima de emoção e aventura! Eu mesmo tive que abandonar a função atrás da moita por diversas vezes... Mas valeu, mesmo porque as *beeeshas* são solidárias e politicamente engajadas nessas horas: quando uma percebe a presença do *inimigo* solta logo um gritinho pra avisar as colegas!

Ui! Cheguei tão tarde em casa que nem deu tempo de postar no domingo. E pela previsão do tempo a semana toda vai ser uma loucuuuura! Enfim, te vejo por lá!


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