para ler na web: a.casa.das.sete.micheles * andré.mans * antena.com.bombril * a.sétima.visão * babadocerto * beautiful-dirtyrich * bhy * bota.dentro * canudos.coloridos * carioca.virtual * chatonoar * clebs * david® * dj.felipe.lira * don.diego.de.la.vega * elcocoloco * euelenossomundo * fast-food(e) * gayzine * g.cliché * glamaddict * introspecthive * isadora * joapa * justo.&.digno * l’absurdité.de.la.vie * las.bibas * lex.grego * lindinalva * made.in.brazil * man.in.the.box * na.casa.dos.30 * olhares.loiros * paulo.braccini * pegaytion * ragazzo * renateeenho * boy.soccer * tony.goes * too-tsie * tudo.cabe * will * zappingnews * 30 ideias

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30.5.09


gotas de sabedoria:



"Bons amigos são aquele que falam com delicadeza sobre acontecimentos que te constrangeram.

Os melhores amigos são aqueles que fingem que nada aconteceu!"


(ouvi a frase por estes dias e *adorei*)


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29.5.09


vergonha alheia:



Estávamos eu, minha mãe e irmãs num almoço em família durante a semana, desses que raramente cabem na agenda de todos, mas que quando acontecem são até bem prazerosos. Nos reunimos em um restaurante do tipo que usa a idéia de grife para justificar seus preços, mas no final das contas não supera uma boa massa feita em casa. Tudo ia bem até que percebemos um casal numa conversa um pouco acima do tom adequado ocupando a mesa ao lado. E seria só isso se...

Se a mulher, aparentemente mais velha e muitíssimo bem vestida, não estivesse usando o momento do antepasto para terminar seu relacionamento. O tom levemente estridente da senhora de amarelo (que é tendência!) fazia com que fossemos obrigados a acompanhar a maior parte da conversa. De repente, antes mesmo do primeiro prato, o fora foi interrompido, imaginem, pelo choro copioso do acompanhante de camisa pólo.

A choradeira desandou e não parou mais. Ficava cada vez mais parecida com um berro de cabrito associado a um miado de gato. Uma situação realmente desagradável, dessas que eu não desejo para o meu pior inimigo. Mas a distinta dama, aproveitando-se do momento em que o cidadão mergulhou a cabeça entre os braços cruzados sobre a mesa, levantou e saiu tão rápido e silenciosamente que o chorão só se deu conta do ocorrido quando a minha, então, heroína estava fora de alcance.

Entre fungadas e soluços, o homem entregou uma nota ao garçom, aguardou o troco e saiu cabisbaixo. Minha irmã, antes de continuar seu tortelli com recheio de haddock, não resistiu e fez um comentário que certamente não esquecerei: “Ok, moral da história: se for pra dar escândalo em restaurante, jamais perca o seu parceiro de vista!”.

(marcador: cotidiano comum e corrente)


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27.5.09


sobre o tempo:



Eram dois senhores num canto da sala de projeções. Um provavelmente septuagenário e o outro ligeiramente mais moço. O mais idoso parecia, pelo porte e ar nobre, pertencer a uma classe mais abastada. O outro carregava uma sacola com alguns objetos pessoais. Esse diálogo curto eu acompanhei de perto, protegido pela penumbra:

Senhor mais jovem: Não tem jeito. Eles querem todos dar o cu. É tudo “viado”. A gente chega perto achando que vai encontrar alguém interessante e eles já partem pra pegar no pau da gente.

Senhor mais velho: Nem me fale. É assim mesmo. Isso aqui já foi melhor. Bom mesmo é ficar com os meninos mais novos. Eles fazem baratinho. Aquele ali da ponta é muito educado. Se quiser te apresento.

Senhor mais jovem: Imagina. Não precisa apresentar ninguém, não. Isso aqui eu conheço ó! Só de putaria eu tenho mais de trinta e cinco anos. Esse cinema eu vi nascer. Sei como funciona com esses putinhos.

Senhor mais velhor: Eu então tenho pra mais de cinqüenta anos. São cin-quen-ta anos de lugares assim. Acho que já deu pra apreender alguma coisa, não é?

Senhor mais jovem: Então você concorda com o que eu disse: Tudo “viado”! E eles querem pintão, viu? Querem que você tire um pinto desse tamanho e coma eles. Enfie no rabo deles. Não tem jeito. Dá até pena.

Senhor mais velho: Mas alguns são interessantes...

Senhor mais jovem: Interessantes, mas tudo “viado”. Eles aprendem a dar o cu e não querem mais parar. Ficam viciados. E aí é esse horror.

Senhor mais velho: Olha lá tem um grupinho ali naquele canto. Parece que está acontecendo algo.

Senhor mais jovem: Acontecendo como? Todos querem dar. É assim. (pausa) E vou embora. Hoje eu não vou achar nada que preste aqui. Um dia eu ainda encontro meu Luis Felipe Scolari. Um Scolari, o felipão, seria bom, hein? O que acha?

Senhor mais velho: Ou o Sean Conery. Mas o Scolari já estava ótimo...

Senhor mais jovem: Esse aí também. Mas pra mim chega por hoje. Adeus


O homem minúsculo sai carregando sua sacola e à luz do antigo foyer mostra-se em farrapos. O outro segue para conversar com um michê que se masturbava próximo ao banheiro. E eu penso: Será que daqui a trinta anos, ou mais, terei conversas deste tipo na *buati*? Serão sobre temas semelhantes? Só o tempo dirá...rsrsrs


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26.5.09


sweet life:



Doce ou salgado? A minha resposta sempre foi doce. E se for um daqueles bem melados, com muito açúcar, leite condensado, chocolate, raspas crocantes e o que mais uma imaginação gulosa puder pensar: tô dentro!

Compartilhei esta minha queda com um rapazinho com quem já dividi a alcova e certa noite fui surpreendido por uma iguaria no mínimo sui generis: cunete ao chantilly. O creme era daquele em spray, bem gelado e comprado especificamente para este uso.

Não preciso dizer que o mesmo prato pode ser servido ao morango, ao leite condensado, ao chocolate, ao doce de leite, entre outros acompanhamentos. Quanto ao modo de preparo da iguaria: eu deixo para a mente fértil de vocês! Mesmo porque nem sempre é preciso contar o nome todo do santo, ou o milagre em detalhes ;-)


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25.5.09


etiquetando:



Para obter o que se deseja é fundamental tratar as pessoas envolvidas em nossos projetos com diplomacia. Creio que, desde que se domine o tom e a clareza exigida pela etiqueta urbana vigente, pode-se alcançar quase toda sorte de desejos.

Entretanto uma palavra no lugar errado, ou um verbo inapropriado, geralmente põe a perder até a mais nobre das intenções. Mas também serve para expor interesses grosseiros e precaver suas vítimas de possíveis vilanias.

Enfim, como um amigo perspicaz me disse certa vez: “há pessoas que são um desastre tal como um elefante em uma loja de cristais”. E acrescento que, por mais que a vida tente ensinar, um paquiderme jamais terá a graça e a delicadeza de um angorá.


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24.5.09


no meu?




Sobre o meu encontro do sábado eu tirei três lições que levarei comigo:

#1 besuntar a luva com gordura vegetal hidrogenada ajuda bem mais que usar gel à base d'água...

#2 se fosse possível um homem ficar grávido: o parto poderia ser normal sem nenhum problema... (rsrs)

#3 no meu? NÃO.


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22.5.09


*pegation* II :



O *bapho* do cinemão é o seguinte: As travas continuam numerosas, mas o território delas foi restrito ao último andar.

Os *boys outsiders* do ex Saci ocupam o resto do espaço. É *moooita* tatuagem com nome de filho e imagem de santo.
(Um *looosho*!)

Os contratantes da 'mão de obra' dos rapazes, por consequência, estão todos por lá.

Os curiosos, levados pelo grande fluxo de pessoas nas duas salas de projeção, também se aventuram.

Muitos reclamam da limpeza. Falam que a imundície do finado Saci "dava todo um clima ao lugar". Pode?

E é isso que *me disseram*... ;-)

recadinho: o meu big problem com o twitter é que eu fico tão concentrado em twittar que não trabalho...
E se eu não trabalhar quem vai pagar o boy...
Digo... A entrada da festa AAA (no melhor espírito "pilha recarregável") na semana da parada???


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21.5.09


*pegation*:



Se vc ainda tem dúvida sobre qual se tornou o epicentro da pegação trash (no melhor estilo de "a vida como ela é") depois do fechamento do Cine Saci... O nome da vez é:

CINE ART PALÁCIO
Avenida São João, 341


(O lugar tem de um tudo nessa vida...)


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20.5.09


pra depois:




Sou um procrastinador incorrigível. Do tipo que adia tudo aquilo que julga não precisar ser feito de imediato. Durante um bom tempo achei que esse se tratava de um defeito a ser corrigido, mas o tempo me provou que, tão importante quanto nos transformar, é aceitar e aprender a conviver com as características que fundamentam nossa estrutura. Como disse Clarisse: “Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina ser ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver.”

Há um tempo conheci um rapazinho, ficamos juntos e nos prometemos um encontro para levar a cabo o sexo que ficou, por falta de oportunidade, só nas preliminares. Depois deste primeiro encontro, nos falamos ocasionalmente por e-mail ou por telefone. Declinei vários convites para encontrá-lo levado por um misto de preguiça e falta de tempo. Pura procrastinação.

Hoje encontrei o moço por acaso enquanto caminhava pela rua. Eu estava com a tarde livre e ele voltando do trabalho. Ok, eu sou um cara que procrastina, mas quando a vida abre um caminho iluminado, plano e com um pote de ouro no final, não sou de deixar pra depois.

Enfim foi uma tarde de sexo gostoso, sem pressa e, de certa forma, surpreendente. No sábado estarei com ele novamente e como não faço o estilo que leva flores vou providenciar uma caixa de luvas cirúrgicas e um tubo grande de gel lubrificante. Baseado nesta tarde... Será bastante útil!


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19.5.09


uomini responde::




"blá, blá, blá, blá... agora, post realmente divertido, q faça a gente chorar e rir, cadê? "
(Caio)

Ok, gatinho... Lá vai:

O QUE A LETRA 'C' DISSE PARA O 'Ç'?

r: TÁ DESAQUENDANDO A NENA HEIN BEEESHA!


(só não sei dizer se essa foi pra rir ou chorar...)
;-)


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17.5.09


sobre blogues e blogueiros:


(o texto sofreu pequenas alterações no vocabulário em 17/05 às 15:45hs)

* em resposta ao notável POST do Sérgio Ripardo.


Bem, vamos lá. Não acredito que um blogue seja a melhor plataforma para expor quem eu realmente sou. Nessa perspectiva mostrar, ou não, "a cara" torna-se secundário. Todo blogueiro é, como tentarei demonstrar, um personagem, ou alter-ego, que ganha novos contornos e formas a cada nova postagem.

Baseado em minha vivência e na observação do comportamento dos blogueiros com os quais convivo posso dizer com segurança que a ‘entidade virtual’ é sempre compatível com no máximo um ou dois aspectos do seu criador. Sempre há muito mais a dizer.

Logo qualquer blogueiro que afirme categoricamente em seu blogue que ‘este sou eu’ estará necessariamente dissimulando. Mesmo quando há um caráter confessional, o resultado é sempre um recorte da realidade escolhido por um outro 'eu' criado para blogar.

Esse raciocínio se pretende universal. Posso aplicá-lo até para blogueiros que lançam mão do clipping como fonte sistemática para suas postagens. Com um pouco mais de observação percebe-se que ali também há uma personalidade paralela em ação.

Enfim, depois de um tempo lendo blogues desenvolvi um critério pessoal de avaliação, que ilustra bem o que penso. Meio por brincadeira, costumo classificar as páginas que visito em dois subtipos: os apolíneos e os dionisíacos. Os primeiros fazendo referência a Apolo, o deus grego da juventude e da perfeição, e os últimos a Dionísio, deus do êxtase exagerado e da imperfeição.

Essa divisão não ocorre apenas pelo conteúdo da página, ou pelos assuntos tratados. Ela também se baseia na identidade visual, nas ilustrações, no grau de exposição da intimidade do autor, na forma em que essa mesma intimidade é exposta, no ritmo das postagens, no estilo do texto, etc...

Os blogues apolíneos são sempre coerentes e estéticos. Quando eu os leio fico com aquela sensação boa de que vida sempre seguirá. O tempo passa e eles permanecem lá: regulares, ordenados, com sua visão clara e sempre coerente, versando sobre os mais variados assuntos, mas sem nunca deixar de colocá-los sob uma lógica maior, que os faça ter sentido. Eles são puro ritmo, mas quase nunca monótonos! Sob esta égide estão as páginas mais bem escritas, cultas e interessantes que conheço.

Os detalhes da intimidade de um blogueiro apolíneo, quando apresentados, são sempre muito bem dosados, adequadamente calculados e equilibrados com o tom geral do blog. E eu não falo aqui em invenções, pois este tipo não é afeito a imbróglios ou exageros. Ele simplesmente apresenta os fatos de uma forma que lhe agrada, que lhe parece belo.

Por analogia teríamos na autoria de um blogue apolíneo uma pessoa bem resolvida, constante, coerente como sua escrita, confiante no futuro e sempre altamente motivada. Certo? A vida não é bem assim... Acho que você começou a entender que qualquer representação deste ente baseada em seu espaço virtual está fadada a ser uma mera simulação de realidade. Pois sempre há uma construção intencional, ou não, de um personagem que assina os textos.

Protegidos por outro morador do Olimpo temos os dionisíacos. Quando encontro e decido acompanhar um blogue desta cepa sei que serei embalado por trilhas sonoras do tipo emotional rollercoaster de Vivian Green. Serão posts nos mais variados tamanhos e estilos, com muitos detalhes da intimidade de seu autor, alguns relatos emocionados, outros nem tanto, muitas vezes num tom naturalista e sem grandes pretensões estéticas. Pura melodia!

Este tipo de blogueiro é sempre alguém que nos parece próximo. Ele nos faz um convite explícito para uma imersão em seu mundo que não é necessariamente coerente, nem equilibrado, nem previsível, mas que é humano! Busca despertar em seu leitor um alto nível de intimidade, do tipo em que se abre a geladeira e se senta na cama do dono da casa tomando uma lata de cerveja.

Um leitor menos atento poderia imaginar que neste formato teríamos uma imagem real do ser humano por detrás do blogue. Ledo engano! Mostrar-se demais num texto, sem restrições ou pudores, é uma maneira muito eficiente de criar um simulacro. No final, apesar da aparente realidade desnuda, estaremos diante de mais um alterego, uma segunda personalidade construída pelas lógicas do excesso e do caos.

Ainda sobre o universo dionisíaco dos blogues, veja o meu exemplo: durante as três temporadas do UOMINI já fiz diversos relatos sobre minhas aventuras nos rendevouz e lupanários de São Paulo (todos baseados em fatos reais, que fique claro!), mas sempre sob certo ponto de vista, mostrando apenas uma versão da história, no tom que eu escolhi para o meu eu-blogueiro, e pincelando tudo com as cores que me eram caras. Foi um recorte dos fatos sob a lógica do meu personagem. E foi só um pequeno recorte do real! Um recorte dionisíaco... Afinal sou seguidor de Dionísio. Cada um escolhe o seu deus.

E você? Qual é o seu deus predileto? Qual é o deus do seu blogueiro predileto?

;-)


("l'enfant terrible" em dez / 2008)


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16.5.09


*looosho* no mundo dos hts:


Precisa assistir! (pra quem ainda não viu...)



Fiquei entre o bege e o dourado com a última entrevista...

E olha que eu conheço *beeesha* que acha isso *leeendo*!


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respingos de sabedoria:


Dois posts em um só dia (just for fun)!!!



Relato de um médium em transe:

Este lugar que estou tem o aspecto de velho, cheio de bichos peçonhentos, cobras, aranhas, a escuridão é apavorante, os prédios e as casas estão abandonados, as ruas estão sujas, vejo pessoas vagando pela noite, a noite é interminável, o céu está escuro e sem nuvens, fico andando sem saber por onde estou passando e para onde tenho que ir, as cores têm um aspecto de cinza e negro, vejo vultos escuros que passam por mim, não conheço seus rostos, parecem pessoas sem rosto, há uma nevoa sinistra em todo lugar que vou, desde quando cheguei aqui nunca consegui me comunicar com ninguém, as pessoas são estranhas, todas elas se parecem, mergulhadas em um desespero, parecem que estão vivendo algo terrível, como se estivessem tendo delírios, a solidão não tem fim, perdi a noção do tempo...”

Mensagem deste blog ao espírito de pouca luz:

Larga a cobra e sai do dark room, colega! Olha que o metrô já abriu...



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15.5.09


sobre relações:




Não tem jeito... Sou um irremediável defensor de que a maior vantagem de ser gay nos dias de hoje é poder vivenciar relações que começam quando o desejo se impõe e acabam quando o combustível da paixão é totalmente consumido.

Discordo dos que pregam que a vida a dois, no formato de um casamento, configure um modelo ideal, algo a ser desejado pelos solteiros. Qualquer um que tenha experimentado este formato sabe que, depois de certo tempo, a quantidade de energia necessária para a manutenção da relação é cada vez maior e a vontade de estar ali se perde por entre rotinas e obrigações. E aí sobra aquele tremendo mal estar no dia a dia. É a vida.

Portanto não vejo qualquer vantagem na manutenção de uma relação que já se extinguiu. Independentemente das conveniências ou supostos deveres. Nem a presença dos filhos, desculpa recorrente entre os hts, justificaria uma união em que o simples desejo de estar junto não seja a mola motriz da parceria.

Alguns podem defender que “numa relação devemos nos reinventar para evitar o rompimento”. Mas por que evitar um fim que se anuncia como certo? Por que ir contra a natureza que impõe um começo e um término para tudo? Em nome de quê?

Sei que, por mais que a literatura do século XIX esteja out of date, muitos se deixam levar pelo idealismo romântico e permanecem atados a relacionamentos falidos. Ok, o 'homem romântico' é um fenômeno que talvez nunca se dissipe por completo... Mas como entender aqueles que mantêm suas relações simplesmente para prestar contas à sociedade? Ou para reforçar um conceito antiquado de família? Ou por interesse financeiro? Ou por mero comodismo? Ou por medo de se lançar à vida? Ou por...

Enfim, acredito que a melhor maneira de exercer a liberdade é obedecendo aos próprios desejos. Este pode não ser o caminho mais fácil, mas certamente é aquele em que, de fato, nos sentimos vivos.

*lendo este post hoje (no dia seguinte) eu penso: ou não...


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13.5.09


entartete kunst:


Nunca imaginei que colocar (o que chamam por aí de) pornografia ao lado de um modelo mais tradicional de reflexão ainda gerasse incompreensões. Logo em nosso tempo? Acho curioso!

Pensei em um post sobre arte contemporânea, mas como já disseram antes de mim: “melhor não”... Preferi apenas mencionar no título um termo que rememora um momento triste da história do século XX em que o reich nazista chamava de degenerada toda forma de manifestação artística não alinhada com suas verdades estéticas.

Enfim...

E para quem tem medo de piroca...

Cuidado...

Melhor não rolar mais esta página...

BOOOO!


Vi esta imagem no blog da Lindinalva e AMEI!

Não vale ficar vermelha,*beeesha*!!!


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11.5.09


over and over:




Até onde querem ir com essa *estética do passado a limpo*?

É muita base, muita informação, muito corretivo, muito truque, muito retoque, muito brilho, muito disfarce, muito, muito...

O que o futuro dirá do nosso tempo?

Seremos lembrados como a geração deslumbrada por softwares de tratamento de imagem?

Obcecada por mascarar a imperfeição?

Ou simplesmente incapaz de lidar com a realidade?



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10.5.09


"internet? ahhh, aquela rede internacional de pornografia!"
(bart simpson)


Googlando por "punheta" na pesquisa de imagens:













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9.5.09


uomini responde:




"Olá, acompanho seu blog, e gostaria de saber sua opinião sobre um assunto que está em voga agora, o filme nacional Do Começo ao Fim, que eh uma "cópi melhorada" do americano Starcrossed (2005) de James Burkhammer.
Bjao!"
(Diego)

Ok, gatinho... Eis minha singela opinião:


Conferi o trailer de “Do Começo ao Fim” (AQUI) e confesso que fiquei passado no azeite Lambda. Passado, não, besuntado e com direito a uma gozada volumosa no final.

Sou fascinado pelas oportunidades, que só a arte e a ciência criam, de discutir seriamente os temas tabus de uma sociedade. Quando reflito, especificamente, sobre o incesto me vem à mente uma citação da Dra. Carmita Abdo: “Não cabe a ninguém normatizar o sexo, mesmo que seja um profissional de saúde altamente avalizado. Acho a liberdade no sexo fundamental desde que, insisto, essa liberdade não venha a ferir ninguém, nem mesmo o indivíduo que está desfrutando dela.”

Enquanto via o promo do filme de Aluizio Abranches me lembrei do dia em que assisti à peça “A Casa dos Budas Ditosos”, texto de João Ubaldo Ribeiro, que esteve em cartaz em São Paulo e foi brilhantemente protagonizada pela Fernanda Torres. No momento em que a personagem "CLB" descreveu uma relação sexual que manteve com seu irmão durante a adolescência, a platéia fez um silêncio espectral. O ar ficou tão denso que poderiam cortar fatias finas com uma lâmina afiada. Não é genial propor uma experiência semelhante no cinema?

Quanto à hipótese de “Do Começo ao Fim” ser somente uma "cópi melhorada" de “Starcrossed”: só vendo o filme todo para saber. O tema é amplo e possibilita diversas abordagens. Não podemos esquecer que o filme de James Burkhammer é um curta-metragem e inúmeras sutilezas não puderam ser exploradas. Tenho a expectativa de que o longa brasileiro nos conte sua história de uma maneira muito mais profunda e complexa.

Enfim, o assunto é cascudo e desejo que o filme seja tão sofisticado em seus aspectos técnicos quanto na escolha do tema. Até para não se transformar *apenas naquele filme dos irmãos que se comiam*... Particularmente, estou ansioso para vê-lo na telona!

(E com qualquer um daqueles irmãos eu faria fácil a linha *incestuosa*. Pronto falei!)


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8.5.09


na garupa:




über: “Vou pegar meu namorado na facul, porque ele deve estar na garupa do bozo.”

uomini: “Comassim? Se ele já tem carona na garupa do cara... Por que vc vai buscar?”

über: "Ai, bee..."

(Agora já sei o que significa... Impressionante como as *culegas* internautas ampliam minha cultura geral!)


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7.5.09


0800-612211:




Sabia que este número aí no título é do “Alô Senado”, serviço que coloca em contato cada cidadão e o senado brasileiro?

Sabia que a votação da PLC 122/06 (lei que criminaliza a homofobia) chegou a este mesmo senado para ser votada?

Sabia que contabilizando as chamadas recebidas desde o início deste ano o serviço teve um crescimento de 680% em relação ao mesmo período de 2007?

Sabia que a grande maioria das ligações é sobre (e contra!) a aprovação da lei?

Sabia que essa mesma maioria demonstra grande desconhecimento sobre o assunto da PLC122/06?

Sabia que parte significativa das pessoas que telefonam para opinar sobre a matéria acredita que ela busca legalizar o casamento entre homossexuais e, quando são informadas pelos atendentes sobre seu conteúdo, às vezes, desistem de sua manifestação?

Sabia que eu desconfio que você ainda não ligou para demonstrar seu apoio?

Vamos lá! A ligação é de graça (pode ser de um telefone fixo ou celular) e sua participação é fundamental!

É só fazer o seguinte:

No atendimento eletrônico fale: MENSAGEM!

A telefonista do "Alô Senado" atenderá e perguntará o seu nome.

Perguntará se é a primeira vez que você liga para o "Alô Senado".

Depois, ela solicitará alguns dados pessoais, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações.

Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

"Quero que os senadores votem pela aceitação total da PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia em nosso país!"

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: "a todos os senadores do meu Estado".

Ela pode perguntar se você autoriza que sua mensagem seja divulgada pelos meios de comunicação do senado.

Diga "SIM", se o desejar e ainda acrescente: "Quero que os senadores do meu Estado usem a tribuna para defender a PLC 122/2006".

É fácil e é grátis. Ligue e ensine os outros a ligar. Coragem!


;-)


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6.5.09


parlons de la fête avant de la Parade Gay:




Mais uma vez a parada gay se torna o assunto preferido de dez em cada dez. O calendário se acerta, as comemorações são organizadas e a excitação geral se intensifica com a proximidade do evento que sempre ocupa as primeiras páginas dos principais jornais.

Entretanto percebo com tristeza o crescimento de um novo perfil de festas dentre as celebrações que antecedem o dia de irmos às ruas. Uma visão limitada e pobre tem inspirado alguns promoters e outros tantos formadores de opinião.

Por alguma razão estranha decidiram promover eventos assumidamente exclusivos para um determinado perfil de homens gays. O estereótipo deste seguimento é bem conhecido e aparentemente inofensivo: o de alguém rico, vestido com roupas caras, que consome de forma desenfreada, viaja muito, convive entre seus iguais e é apegado a valores como status, posição social e regras de salão. Nada de mais? Por um comportamento semelhante certo rei foi guilhotinado no século XVIII.

É claro que não há mistério sobre as motivações dos alardeadores deste conceito. A razão mor é a alta rentabilidade que significa lidar com gays que possuam este perfil. Entretanto tenho outra leitura a respeito deste fenômeno. Acompanhem o raciocínio: O garoto nasce homossexual e não tem em casa, ou na família, ou na escola exemplos sociais que expressem uma forma de lidar com a própria sexualidade. Passa a adolescência entre piadas homofóbicas e comentários maldosos além de, muitas vezes, ser vitimado por bullying quando sua personalidade se mostra mais delicada que a dos outros meninos. Ele cresce, se forma, começa a trabalhar, mas sempre em um mundo heterosexista. Agora imaginem a figura hipotética de um marqueteiro inescrupuloso que percebe que o consumo pode ser um caminho possível para a construção da autoimagem do nosso rapaz...

“A sociedade está cheia de gays que desejam seu espaço, um modelo social a seguir, com uma vida plena e respeitável... Oras, vamos formular este modelo!” Pensa o nosso anti-herói imaginário. Sem maiores reflexões ele cria o gay ideal à la Beleza Americana onde o casal de homens ricos, bonitos e consumistas se inserem não em uma sociedade de cidadãos, mas de consumidores.

Saindo do campo das abstrações o que vejo é que este modelo de super-homem gay foi recentemente convocado para participar de uma festa no “maior templo de consumo do nosso país” e, para provar a si próprio que pertence à categoria de “gente interessante, bem relacionada e relevante para a cena gay nacional e gringa”, deverá obter através de sua rede de contatos um convite para outro evento amplamente anunciado na web.

“Pára, bee! Eu quero é luxo, glamour e poder! Que venha mais champanhe!!!” Diria o super gay no intuito de defender este critério de seleção, sem se importar em pagar o mínimo de sua fatura vultuosa no cartão de crédito.

Mas vamos voltar à realidade. Sabemos todos que esse negócio de ascensão social no sistema capitalista é praticamente uma loteria. O cidadão pode até melhorar de vida, comprar um apartamento, um carro melhor, viajar... Mas ficar rico em uma geração? Talvez casando com um milionário, acertando na mega-sena, começando um negócio inédito e revolucionário... Ou seja, tornar-se este gay ideal só é possível para alguns poucos afortunados. Para todos os outros só restaria o mundo dos sonhos e da fantasia.

Eis então a questão mais delicada: o sonhar. Certa vez ouvi: “negociar sonhos pode ser muito lucrativo para quem vende, mas sai extremamente caro para quem compra”. Logo exaltar a idéia de luxo e exclusividade é anacrônico se comparado aos ideais de liberdade que defendiam os homens e mulheres de Stonewall Inn quando houve em Nova Iorque o levante dos gays que formatou a tal Parada que se anuncia.

Mas também é cruel, pois sabemos que a maioria dos gays, bem como a maioria dos brasileiros, não tem uma conta bancária de nove dígitos. A maioria de nós, quando não vive em apartamentos alugados, ou na casa dos pais, reside em um modesto imóvel de aproximadamente dois dormitórios pago à custa de muito trabalho e esforço pessoal. Certamente este modelo não coaduna com a fantasia proposta por uma festa no terraço de uma loja cuja proprietária, esta sim muito rica, já foi presa por praticar o mesmo crime de sonegação fiscal por duas vezes, mas infelizmente ainda goza de sua liberdade por vivermos em um país onde os muito ricos contam com a impunidade.

Então o que adianta uma festa fabulosa (ouvi dizer que há convites por R$350,00) se a realidade do gay no Brasil ainda é a de ser um pária na sociedade? Mais uma vez a astúcia do ambicioso marqueteiro genérico (e há muitos por aí) mostra seu lado perverso: vender a fantasia de festejar em pleno “paraíso do consumo” para rapazes gays que têm uma série de direitos civis desrespeitados pelo estado, que são tratados com desdém pela sociedade e que, muitas vezes, apenas encontram espaço para sua livre expressão em eventos como os da “semana da parada”. Não posso deixar de lembrar que muitos, buscando uma efêmera sensação de inclusão, reservarão parte relevante de seus rendimentos para gastar neste tipo de reunião social.

“Ai que chata que você é, bee!”. Talvez dispare o defensor desta estética, se é que ainda não morreu de vergonha. Que resposta eu ainda poderia dar para tal interlocutor? Sou absolutamente a favor de celebrações, mas daquelas que visem à inclusão. Que bobagem é essa de criar um gueto dentro do gueto? Lembro com saudades de uma Level lotada por todos: as *reeecas* e *feeenas*, as *wannabees*, as travestis, os suburbanos, os jovenzinhos, as *bunitas*, as *camisetes*, as *colocadas*, os famosos, os anônimos, os michês, o povo das outras cidades... Sempre a preços razoáveis e aberta a todos. A questão não é querer ganhar dinheiro. Que fiquem ricos! O problema é a ideologia por trás de eventos com este viés exclusivista, que sugerem um Apartheid ("vida separada") entre os que detêm o poder econômico e todo o restante do povo gay. As comemorações que antecedem a grande parada de São Paulo deveriam ter como lema a união, a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Só assim mostraríamos ao futuro como fomos dignos do nosso tempo!

Fui aluno do historiador Valério Arcary no colegial. Ele sempre usava uma frase que dizia o seguinte: “Só se alcança a liberdade num clima de fraternidade. Mas não há fraternidade possível entre desiguais”. Apesar de não concordar com o marxismo radical que norteou minha formação sou do tipo que sonha com um mundo mais justo, onde todos sejam iguais (como de fato somos), e não precisem ser marcados por triângulos cor de rosa ou por "pulseiras lacradas" que definam quem merece, ou não, um lugar ao sol.

(imagem de uma das primeiras passeatas gays nos E.U.A.)


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5.5.09


roi:




Só era o que faltava...

Como se não bastasse a festa no terraço da bandida...

Mais uma piada pronta!

E se cafonice tem limite...

O *povo* é que não tem.

Se ainda fosse um outro tipo de rei...



;-)


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4.5.09


pride:




A parada gay de São Paulo vem aí.

E quando o povo estiver azul de tanto *colocón*...

De tanta *fechação*...

De tanto *rebolation*...

De tanto *luxo, glamour e poder*...

Em alguma festa do terceiro ou quarto dia de comemorações.

Vamos todos olhar a nossa volta e lembrar emocionados:

QUE OR - GU - LHO !!!

(e o "não homofobia" continua com menos de 40 mil assinaturas...)


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3.5.09


rebel without a cause:




Péssimo meu humor neste feriadão...

Não aguento mais ver TV.

Acho que pra não passar em branco vou dar uma volta mais tarde...

Fazendo a linha *beeesha claudicante*.


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1.5.09


sniff-sniff:




Machuquei o tornozelo...

E nem foi fazendo sexo...

Ontem tive que imobilizar...

Infortúnio!



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