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30.6.09
a razão para este blogueiro se fixar em questões sexuais:
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Tenho uma opinião particular, mas não exclusivamente minha, sobre o sexo. Acredito que a energia da atividade sexual é transformadora, capaz de empreender mudanças na realidade de quem a pratica e alterar a ordem do próprio universo. Mesmo!
Poderia discorrer aqui sobre o controle que as diversas religiões, seitas e pretensas ordens esotéricas sempre procuraram exercer sobre a atividade sexual humana. Minha conclusão seria que o objetivo deste patrulhamento histórico é o de manter as massas sob rédeas psíquicas. Mas não vou perder tempo em analisar instituições e formas de organização que, em minha opinião, deverão ser superadas pela humanidade em breve.
Prefiro destacar a relação que muitos de nós, os "diferentes", estabelecem com o ato sexual. Se por um lado, somos párias da sociedade, sem o direito de estabelecer parcerias reconhecidas pela lei, sem uma legislação clara que nos defenda de agressões e violências, entre outras questões que inviabilizam o exercício pleno de nossa cidadania, por outro, lidamos com a nossa sexualidade sem passar pela normatização dessa mesma sociedade, ficando relativamente protegidos de sua influência nefasta e hipócrita.
Basicamente são três os aspectos, mais uma vez em minha opinião, que nos permitem enxergar o sexo de uma forma muito mais rica que os não gays: a famosa “pegação”, a prática do sexo grupal e o BDSM e suas variantes.
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A “pegação” permite vivenciar um contato íntimo com alguém que acabamos de conhecer, sem maiores bate-papos, de uma maneira plena e sem culpa. Mundialmente, os gays se relacionam de uma forma muito mais libertária e subversiva, fazendo com que o sexo esteja muito mais presente em sua experiência humana, sem necessariamente atrelá-lo a um casamento, ou a algo semelhante. Os héteros também conhecem bem a pegação, mas estão há anos luz do nosso estágio (rsrs).
Quando a questão é o sexo grupal, conseguimos quebrar o paradigma de que o êxtase pleno só pode ser alcançado por um casal. Afinal, quem disse isso? Quem estabeleceu quantas pessoas devem participar do ato sexual? Mas não me interesso por estas respostas. Deixo estes questionamentos para os casais hts que vivem suas infinitas crises, por não se libertarem de um conceito externo a eles, e prefiro lembrar as almôndegas deliciosas das quais participei, dos amigos que já “casaram” a três e da plena satisfação que todos os envolvidos alcançam quando possuem cabeças abertas e bem resolvidas.
Finalmente temos o lance do BDSM e suas variantes, não necessariamente obedecendo àquela estética clichê que vemos entre os gringos, com homens vestindo fantasias estranhas de couro ou vinil. Falo aqui da experiência plena de introduzir um dildo (ou dois...) na relação, ser amarrado e dominado pelo(s) parceiro(s), experimentar as sensações limítrofes do fist fucking, perceber que dor e prazer andam lado a lado, recorrer a locais inusitados, dedicar-se à automanipulação solitária, explorar o uso dos fluidos corporais e os limites do próprio corpo e os do(s) outro(s).
O fato é que os gays são as bruxas da era contemporânea, muitas vezes perseguidos, outras vezes presos ou assassinados. Sempre vistos como um perigo para a frágil ordem desta sociedade que alimenta pelejas, desigualdades e injustiças. Mais uma vez, eles brincam de senhores da guerra enquanto nós, seguindo o exemplo das feiticeiras da idade média, levamos a vida ao redor de um fogo de Beltane (imaginário), experimentando as possibilidades dos corpos que habitamos e, assim, tranformando o universo que nos cerca pelas decisões conscientes que tomamos em vida.
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E é por isso que o sexo está tão presente em minhas reflexões!
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29.6.09
forma e função:
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modo de usar:
1 Faça a chuca;
2 Espalhe gel a base d’água em todo o objeto;
3 Introduza a ponta ovalada;
4 Gire a peça no sentido anti-horário até a sua total penetração;
5 Respire fundo;
6 Em seguida, gire no sentido horário para novamente ter apenas a ponta inserida;
7 Agora enfie todo o objeto sem rotacioná-lo;
8 Respire mais fundo;
9 Retire-o sem girar;
10 Repita os passos 7, 8 e 9 em movimento uniformemente variado;
11 Ui...
E se aquela *amica* entrona, que abre a porta da geladeira e senta na cama, encontrar o seu novo melhor companheiro em sua casa, você pode responder fazendo a linha *phyna*:
“Comprei pra colocar ao lado da minha coleção de Muranos, bee!”
E nem confiança pra ela! ;-)
E me dá um charuto grosso pra você ver o que eu faço com ele! ;-)
(imagem: Werther Santana/Agência Estado)
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