para ler na web: a.casa.das.sete.micheles * andré.mans * antena.com.bombril * a.sétima.visão * babadocerto * beautiful-dirtyrich * bhy * bota.dentro * canudos.coloridos * carioca.virtual * chatonoar * clebs * david® * dj.felipe.lira * don.diego.de.la.vega * elcocoloco * euelenossomundo * fast-food(e) * gayzine * g.cliché * glamaddict * introspecthive * isadora * joapa * justo.&.digno * l’absurdité.de.la.vie * las.bibas * lex.grego * lindinalva * made.in.brazil * man.in.the.box * na.casa.dos.30 * olhares.loiros * paulo.braccini * pegaytion * ragazzo * renateeenho * boy.soccer * tony.goes * too-tsie * tudo.cabe * will * zappingnews * 30 ideias

contato: uominiblogger@hotmail.com

CLIQUE NA IMAGEM!



30.6.09


a razão para este blogueiro se fixar em questões sexuais:



Tenho uma opinião particular, mas não exclusivamente minha, sobre o sexo. Acredito que a energia da atividade sexual é transformadora, capaz de empreender mudanças na realidade de quem a pratica e alterar a ordem do próprio universo. Mesmo!

Poderia discorrer aqui sobre o controle que as diversas religiões, seitas e pretensas ordens esotéricas sempre procuraram exercer sobre a atividade sexual humana. Minha conclusão seria que o objetivo deste patrulhamento histórico é o de manter as massas sob rédeas psíquicas. Mas não vou perder tempo em analisar instituições e formas de organização que, em minha opinião, deverão ser superadas pela humanidade em breve.

Prefiro destacar a relação que muitos de nós, os "diferentes", estabelecem com o ato sexual. Se por um lado, somos párias da sociedade, sem o direito de estabelecer parcerias reconhecidas pela lei, sem uma legislação clara que nos defenda de agressões e violências, entre outras questões que inviabilizam o exercício pleno de nossa cidadania, por outro, lidamos com a nossa sexualidade sem passar pela normatização dessa mesma sociedade, ficando relativamente protegidos de sua influência nefasta e hipócrita.

Basicamente são três os aspectos, mais uma vez em minha opinião, que nos permitem enxergar o sexo de uma forma muito mais rica que os não gays: a famosa “pegação”, a prática do sexo grupal e o BDSM e suas variantes.



A “pegação” permite vivenciar um contato íntimo com alguém que acabamos de conhecer, sem maiores bate-papos, de uma maneira plena e sem culpa. Mundialmente, os gays se relacionam de uma forma muito mais libertária e subversiva, fazendo com que o sexo esteja muito mais presente em sua experiência humana, sem necessariamente atrelá-lo a um casamento, ou a algo semelhante. Os héteros também conhecem bem a pegação, mas estão há anos luz do nosso estágio (rsrs).

Quando a questão é o sexo grupal, conseguimos quebrar o paradigma de que o êxtase pleno só pode ser alcançado por um casal. Afinal, quem disse isso? Quem estabeleceu quantas pessoas devem participar do ato sexual? Mas não me interesso por estas respostas. Deixo estes questionamentos para os casais hts que vivem suas infinitas crises, por não se libertarem de um conceito externo a eles, e prefiro lembrar as almôndegas deliciosas das quais participei, dos amigos que já “casaram” a três e da plena satisfação que todos os envolvidos alcançam quando possuem cabeças abertas e bem resolvidas.

Finalmente temos o lance do BDSM e suas variantes, não necessariamente obedecendo àquela estética clichê que vemos entre os gringos, com homens vestindo fantasias estranhas de couro ou vinil. Falo aqui da experiência plena de introduzir um dildo (ou dois...) na relação, ser amarrado e dominado pelo(s) parceiro(s), experimentar as sensações limítrofes do fist fucking, perceber que dor e prazer andam lado a lado, recorrer a locais inusitados, dedicar-se à automanipulação solitária, explorar o uso dos fluidos corporais e os limites do próprio corpo e os do(s) outro(s).

O fato é que os gays são as bruxas da era contemporânea, muitas vezes perseguidos, outras vezes presos ou assassinados. Sempre vistos como um perigo para a frágil ordem desta sociedade que alimenta pelejas, desigualdades e injustiças. Mais uma vez, eles brincam de senhores da guerra enquanto nós, seguindo o exemplo das feiticeiras da idade média, levamos a vida ao redor de um fogo de Beltane (imaginário), experimentando as possibilidades dos corpos que habitamos e, assim, tranformando o universo que nos cerca pelas decisões conscientes que tomamos em vida.



E é por isso que o sexo está tão presente em minhas reflexões!


COMENTE AQUI

29.6.09


forma e função:




modo de usar:

1 Faça a chuca;

2 Espalhe gel a base d’água em todo o objeto;

3 Introduza a ponta ovalada;

4 Gire a peça no sentido anti-horário até a sua total penetração;

5 Respire fundo;

6 Em seguida, gire no sentido horário para novamente ter apenas a ponta inserida;

7 Agora enfie todo o objeto sem rotacioná-lo;

8 Respire mais fundo;

9 Retire-o sem girar;

10 Repita os passos 7, 8 e 9 em movimento uniformemente variado;

11 Ui...

E se aquela *amica* entrona, que abre a porta da geladeira e senta na cama, encontrar o seu novo melhor companheiro em sua casa, você pode responder fazendo a linha *phyna*:

“Comprei pra colocar ao lado da minha coleção de Muranos, bee!”

E nem confiança pra ela! ;-)


COMENTE AQUI

28.6.09


tenha orgulho de ser gay: hoje, amanhã e sempre:


Convite aos leitores,

Tenho o imenso prazer de convidar todos vocês para conhecer o projeto 30 ideias. Faço parte da equipe que elaborou o trabalho e espero que todos o aceitem como um presente carinhoso.

Trata-se de um texto simples e direto, sobre ações que podemos ter no nosso dia-a-dia e que apenas se pretende como um ponto de partida para outras reflexões, novos projetos e uma vasta gama de iniciativas.

Espero que gostem!

Um grande abraço.




CLIQUE AQUI E CONHEÇA O 30 IDEIAS



COMENTE AQUI

27.6.09


libertas:



Eu tenho realmente muita sorte. Estou aqui “nuquentinhu” do meu edredom, com o livro novo do Chico Buarque me esperando ao lado, um sanduíche grandão de queijo brie e, principalmente, escrevendo neste blog em que, volta e meia, ultrapasso os limites da minha própria moralidade numa tentativa de me libertar de conceitos herdados, mas que não me servem por razões práticas.

Entretanto, sei que o mundo é feroz e esse meu momento é quase um faz-de-conta. Uma doce ilusão numa terra de injustiças e intolerâncias. Num mundo em que muitos são obrigados a reprimir a atração que sentem pelo corpo de outro homem, ariscam a vida quando se encontram com seus amantes, estão presos pelo crime de “sodomia”, ou são expulsos do convívio de suas famílias em função de ser quem são.

Este post é por um mundo livre de todas as ideologias repressoras das liberdades de pensamento, expressão, ir e vir, gênero, orientação sexual, entre outras tantas.


E para que cenas como essa (gays iranianos sendo "punidos")
sejam apenas ilustrações nos livros de História.


COMENTE AQUI

26.6.09


pirer:




Depois da morte do Michael ontem, fiquei com aquela sensação de que as coisas passam mais rápido do que sou capaz de dar conta. Lembro com clareza da época em que o álbum Thriller estourou nas paradas: eu tinha seis aninhos e cantarolava “pirer” (era assim que eu entendia a expressão beat it) o tempo todo, testando a paciência dos meus pais.

E aqui estou eu me sentindo como o personagem de Jennifer Garner em De repente 30. Tudo passou tão rápido... Tenho a sensação de que sou a mesma pessoa, mas com brinquedos maiores e problemas mais sérios.

O resultado prático deste episódio foi baixar alguns hits que pontuaram a trilha sonora da minha infância. Sei que não vou ouvi-los outras vezes e provavelmente serão apagados em algumas semanas, mas não resisti em "presentificar as memórias" e assim tentar encher a minha “jarra” no melhor estilo heideggeriano.


COMENTE AQUI

25.6.09


"não podemos fechar os olhos para essa realidade":

(ministro José Gomes Temporão)



"Enquanto as pessoas idealizarem o sexo e se recusarem a enxergá-lo sem máscaras, leremos notícias como essas:"
(um leitor do blog por e-mail)

"Pesquisa do Ministério da Saúde sobre comportamento sexual do brasileiro revela a existência de uma equação perigosa - o número de relações eventuais cresceu nos últimos anos, mas caiu o uso de preservativo. O estudo, o maior já feito sobre o assunto no País, mostra uma tendência de queda do uso de camisinha em várias ocasiões, seja em relações com parceiros casuais, fixos ou eventuais (mantidas concomitantemente com a relação estável)."
(19/06/09 - Agência Estado)

Matéria completa AQUI


COMENTE AQUI

24.6.09


como fui apresentado, pela vida, a um conceito:





Há alguns anos, eu estava no segundo andar da Labirinttus, em plena madrugada de sexta pra sábado, numa época (pré 269) em que a sauna da rua Frei Caneca reinava *absoluta* como *o* endereço para quem queria uma pegação forte pra começar bem o final de semana.

A amiga Tábata infestava o ambiente, o Paulo Otávio reinava entre as mais modernas e eu estava com minha *top amiga* Keyla à tira colo. Como vocês podem imaginar só tinha gente *conheciiida* e o ambiente era super família.

Foi quando um morenão alto, fortão e com um vidrinho de poppers na mão veio conversar comigo. Eu estava *loquinho*, mas a *amica* estava *tuuuurva*. Entre frases desconexas, risadas e olhos revirados, o rapagão virou o *edi* pra mim, abriu bem as nádegas, fez força pra expelir um líquido branco e espesso (olha o eufemismo aí, gente!) e repetiu uma frase que nunca mais esqueçi:

“Tô leitada, gata! E eu quero é mais...”

Depois da sentença, o moço virou o rosto, deu uma piscadela e partiu na direção do labirinto escuro. Na época, o meu choque foi imenso! Eu fiquei de *caron na chon* com a atitude afrontosa da *bunita*. Achei *looosho*, mas nem me passou pela cabeça seguir os passos da pessoa...

E assim eu fui introduzido ao conceito de bareback!


(imagens de um filme gravado na Europa Oriental. USE SEMPRE CAMISINHA!)


COMENTE AQUI

23.6.09


sobre o post anterior:




Acho o scat uma dimensão super válida nas relações humanas. Uma fronteira pouco explorada que pode representar um universo simbólico vastíssimo para os seus adeptos.

Só acho que o caso do fulano que impõe os seus desejos às pessoas, sem antes obter o consentimento delas, não é legal. Defendo que sexo não deve ter normas, mas precisa ser de comum acordo e não pode configurar abuso ou exploração.

Ixi! Será que isso é um limite? Então eu também tenho limites! E recalques (risos)!!! “Um bocadinho de neurose não faz mal a ninguém e ajuda a viver”. Falou-me um terapeuta com quem fiz análise. Se bem que depois dessa frase eu abandonei as sessões...

E me dá um charuto grosso pra você ver o que eu faço com ele! ;-)


COMENTE AQUI

22.6.09


mundo pequeníssimo:




Já disse aqui que depois da manifestação de sábado eu ia ao Cine República, o que vcs não sabem...


É que mais uma vez pude constatar que esse mundo gira com bilhões de pessoas sobre ele, mas estamos fadados a encontrar as mesmas figurinhas. Seja para o bem, seja para o mal. Acompanhem a sequencia de fatos da qual fui testemunha e divirtam-se. Antecipo que esta não é uma história para estômagos fracos...

Lá pelas tantas eu já tinha ficado com um fortinho que curtia lamber a virilha entre uma felação e outra, um “ativo” que na hora h topou (lindamente) um troca-troca e um cara mais velho com uma ereção realmente respeitável. Também tinha atendido um moleque de dezoito, ou dezenove anos, que só topou usar o preservativo depois de muita insistência deste balzaquiano que vos fala. Foi quando resolvi ir pagar pelo guarda-volumes no guichê da entrada do cinema e presenciei o inefável passando pela catraca!

No início eu não quis acreditar. Típica fase de negação. Comecei a seguir aquele ser esperando que se tratasse apenas de alguém muito parecido, mas uma observação mais atenta sob a luz do corredor do terceiro andar confirmou que era ela: a “cagona do parquinho"! [clique aqui para saber a origem do *bapho*]

Pois é, amiguinhos! A dissimulada resolveu atacar nos cinemões da cidade. Estaria ela regenerada ou ainda se dedicaria a buscar desenfreadamente por novas vítimas de seu cheque fatal? O cinema, um ambiente fechado e bem menor que o Ibirapuera, certamente dificultaria o sucesso de seus ataques. Logo ela seria identificada e as mafiosas tratariam de espalhar a notícia. Sua obra teria vida curta.

Continuei observando de longe e vi a maldita se aproximar do mesmo rapazinho *aprendiz de bareback* que ficou comigo. Logo entraram em uma das cabines do banheiro. Foi tudo muito rápido. Um minuto mais e eu teria me aproximado e avisado o pobre efebo do risco que corria.

Sem outra opção e movido pela minha natural curiosidade, fiquei na entrada do banheiro observando. A porta elevada do reservado permitia ter uma idéia do que acontecia entre os dois. Por um bom tempo os calçados ficaram um de frente para o outro, ora alternados, ora com os tênis do moço entre os da cagona.

Então as pernas ficaram em fila e um som fechado e ritmado pode ser ouvido. Tapas estalados e um gemido abafado também fizeram parte da sinfonia do casal. E eu ali, parado, petrificado, esperando...

Não durou muito e a porta se entreabriu. O mocinho olhou pela fresta e constatou minha presença. Pensei em mudar para uma posição mais discreta e assim continuar observando sem ser notado, mas antes disso ele saiu e caminhou desenvolto na direção da pia, de calças arriadas e com o pau à mostra, ainda ereto e coberto com uma espessa camada de fezes amolecidas. E o cheiro... Ui, o cheiro!

Entretanto ele não parecia se incomodar muito. Tipo nem confiança. Abriu a torneira e lavou calmamente o seu membro apenas com água corrente e um chumaço de papel higiênico que fez as vezes de esponja. Findo o trabalho ele subiu as calças e saiu fechando o zíper. Logo em seguida a cagona apareceu com um sorriso de satisfação no rosto, ajeitou o visual pelo espelho e se foi. Não antes de fazer um carão sarcástico pra duas bibinhas recém chegadas. Fiquei atônito.

Não vi mais a degenerada depois da cena, mas encontrei sua vítima alguns minutos depois no dark, iluminado pelo reflexo do filme que rolava na sala de projeções e com duas gays se revezando num oral sem preservativo.

Nem imaginavam, mas estavam terminando a limpeza que a água sem sabão não dera conta. Morri!



COMENTE AQUI

21.6.09


o primeiro protesto a gente nunca esquece:


(imagem: Werther Santana/Agência Estado)

Foi a primeira manifestação pública pelos direitos dos LGBTs que participei, além da parada, e confesso que fiquei muito bem impressionado. Conseguiu reuni mais gente do que eu imaginava ser possível em uma noite fria, durou pouco mais de uma hora, foi muito bem organizada (com apito pro povo, cópia do manifesto contra a homofobia pra todo mundo, adesivo pra colar na roupa...) e realizada num clima super do bem. Mai detalhes? Clique AQUI!

Ahhh, também fui conferir o madrugadão no Cine República (lóóógico!). E não é que eu tenho uma dessas histórias absurdas pra contar! Esse mundo é mesmo um ovo de codorna e essa cidade é praticamente uma cabeça de alfinete, minha gente. O *bapho* todo eu conto no próximo post. Vocês não perdem por esperar...

Hoje acordei à 16hs com uma tremenda ressaca. E pra curar uma rebordosa nada melhor que uma garrafa de vinho, uns queijinhos cortados em cubos, um filminho na TV, um pouco de internet e, quem sabe, dar uma esticadinha numa *buati* daqui a pouco. Simples assim.


COMENTE AQUI

19.6.09


corrente do bem:




Quando eu era criança houve uma briga feia entre dois garotos do colégio (católico) em que estudava, mas a direção não interveio. No ano seguinte os meus pais, entre outros casais, optaram por trocar a prole de escola. “Não quero que meus filhos cresçam em um lugar violento”. Decretou minha mãe.

E assim me ensinaram: um local, para merecer minha presença, deve garantir a integridade física e a segurança de seus frequentadores. Simples assim.

Há muitos anos transito pelo centrão de São Paulo, em seus endereços mais suspeitos. Felizmente nunca tive problemas, jamais me importunaram e sempre fui muito bem tratado por todos os funcionários dos diversos points LGBTs. Entretanto saber através da mídia gay e dos colegas blogueiros o que ocorreu com o Celso Neto na CANTHO me causou um profundo mal estar. Não sei qual foi a razão da discussão, mas soube que Celso foi vítima de uma agressão covarde, não foi protegido pelo staff da casa, não teve o atendimento adequado após o ocorrido e, como se não bastasse, seus agressores foram liberados antes que a polícia chegasse ao local.

Eu sei que vocês já leram sobre isso, mas hoje é sexta-feira e me sinto na obrigação de reiterar que a CANTHO não é um local seguro. Recomendo qualquer outra opção. Passem a informação adiante. Avisem aos amigos.

A respeito dos casos de coió durante a parada e sobre a bomba no Largo do Arouche também não vou me estender. Mas quero chamar atenção que até ontem (18/06) apenas uma ocorrência foi devidamente registrada nos órgãos públicos, ou seja, oficialmente o esquema de segurança da parada gay foi um sucesso. Oficialmente...

Não culpem os agredidos por não prestarem queixa. Tem o receio da exposição, a vergonha que a vítima sempre sente, o mau atendimento em muitas das delegacias (quem já tentou fazer um b.o. sabe o que quero dizer) e principalmente a certeza da impunidade.

É por isso que quero anunciar que no próximo sábado (20/06) estarei, às 19h, na Praça da Republica (Av. Dr. Vieira de Carvalho) para participar do protesto (APOGLBT) “contra os ataques homofóbicos”. Certamente não haverá a multidão que estava na parada, mas será um ato simbólico de suma importância. Quem sabe não nos esbarramos por lá?



PS: E depois, com certeza, vou pegar um *cineminha*.
PPS: Farei um post pra contar os detalhes (incluindo o cinema, é claro;-)...


COMENTE AQUI

18.6.09


+ fetiche:



Gay wrestling? "It's only gay if you make eye contact" Ah tah...



COMENTE AQUI

17.6.09


fetiche:



Fetiche? Cada um tem os seus...


COMENTE AQUI

16.6.09


“festa estranha” (?):




Quando falo sobre a Parada Gay deste último domingo com os mais humildes, aqueles que vieram das regiões mais distantes da cidade para participar de um evento (gratuito!) dentro da maratona de comemorações com o selo ‘gay’, os pareceres são quase sempre os mesmos: “maravilhoso”, “me diverti um bocado”, “muito bom”, “fui ousada e fiquei com um hétero” (rs)... É claro que também ouvi comentários mais ponderados, do tipo: “tinha que ficar esperto com o coió e com assalto, afinal isso é de lei, mas eu gostei muito”.

Crítica, pesada mesmo, só dos amigos bem nascidos, daqueles que tiveram a oportunidade de estudar em escola particular, fizeram faculdade de primeira linha, ganham bem, moram com conforto, escrevem blogues, ou poderiam escrever se quisessem. Ahhh! E, é claro, das *phynas* (com “phy”) que acharam tudo “um lixo”!

Parece que esta foi mais uma parada dos excluídos, mas até aqui nenhuma novidade. Inclusive já escreveram sobre isso e, em alguns casos, com bastante poesia. Não vou me alongar em um texto sobre a beleza particular da periferia e sua forma peculiar de expressão, ou sobre a eventual necessidade de “melhorarmos o nível” da parada, como também ouvi.

O que chama minha atenção é o tom, quase unânime, que os gays das classes mais abastadas (e também os da classe média) tomam ao tratar a questão. A favor, ou não, do caráter ultra popular que o evento possui nos dias de hoje, o assustador é que alguns de nós, os mais endinheirados e pretensamente cultos, se enxergam como diferentes, especiais, superiores, melhores do que o povão e, na melhor das hipóteses, complacentes e tolerantes com os menos favorecidos. O pior é que não têm o menor pudor em se manifestar dessa forma.

Fomos e ainda somos dois Brasis: o da casa grande e o da senzala. O da senzala era o que trabalhava duro, que mantinha o engenho em pé, que suava e ainda sua. Hoje este Brasil é o mais humano, que ora aceita, que ora se rebela, que acerta e erra, que dança com erotismo, que bebe e que sobrevive apesar da miséria. Já o da casa grande era aquele que mandava o capataz acompanhar a colheita, nunca aparecia na moagem, papagaiava a etiqueta da metrópole, olhava de soslaio a capoeira e não fazia (ainda não faz) nada de realmente útil. Um Brasil, de poucos, que achava (e acha) o povo sujo, fedido, imoral e perigoso. Que, em nossos dias, compra calças de milhares de reais, mas paga quatrocentos e sessenta e poucos para uma mulher limpar sua sujeira, a obriga a usar um uniforme ridículo e ainda espera que ela tenha um sorriso de plena gratidão em seus lábios. Mas que feche a boca na sala de estar para não incomodar os convidados com sua falta de dentes!

Acintoso, colegas! Uma verdadeira imoralidade. Cruel e grosseiro. Não sei como classificar certos posicionamentos que ouvi e li nos últimos dias. Apenas lembro aos leitores, que tiveram a paciência de chegar até aqui, que essa separação, esse apartheid, não cabe se quisermos um país melhor, mais justo e onde a diversidade ande de mãos dadas com a isonomia. É incoerente buscar a igualdade, mas considerar-se superior a outro ser humano.

E, já que é moda falar em França, tenho um recado para nossa elite gay (se é que isso existe de fato): lembrem da queda do Ancien Regime e tomem cuidado para que um dia não sejam surpreendidos em seus apartamentos, arrastados por quadras e decapitados em praça pública. Eles já tomaram para si o carnaval, o esporte de Charles Miller, a parada gay, entre outros tantos. Não falta muito para que percebam o seu poder e reclamem para si o país que construíram.


COMENTE AQUI

15.6.09


para descontrair:


Que tal brincar de colocar legenda nas imagens?





Enquanto isso o povo fica mais calmo do *edi*.

Para mais imagens (e maiores!) clique AQUI

;-)


COMENTE AQUI

13.6.09


saldo parcial:




Esta semana de comemorações, por enquanto, está *óteeeema*!

Euzinho vivi uma sexta-feira de luxúrias com um mocinho.

Barba, cabelo e bigode, como dizem por aí.

Ele disse ser da cidade de Sorocaba.

Mas em função de certo detalhe...

Acho que era de ITU!



(Ahhh, mudando de assunto: Achou cafona? Eu te disse! Eu te disse!!!)

;-)


COMENTE AQUI

10.6.09


roteirão do uomini:


* o LEO (de Campinas) me pediu, por e-mail, umas "dicas by uomini para curtir em São Paulo". Segue a minha resposta:




quarta-feira para uma jogação trash, moderna & colocada


noite: cine república (cinemão) – ambiente com uma estética decadentista, onde o sexo anônimo rola solto e sem frescura. para começar está ótimo. deixe seus pertences no guarda-volumes, que custa só 1 real, e evite uma tremenda dor de cabeça. não esqueça a camisinha!(av. ipiranga, 752)

madrugada: aloca (invert) – um clássico do circuito alternativo de são paulo. ouvir o dj pomba comandando a cabine será o ponto alto da noite! as prateleirinhas nos privês dos banheiros são um bapho à parte... (rua frei caneca, 916)

after: ultra diesel (non stop) – tah turva? mega colocada? não quer ficar fritando na cama? ou decidiu se poupar durante a madruga e quer começar o dia cedo? o after do ultra, apesar de sua localização despretensiosa, é o mais bem frequentado da cidade. (rua marquês de itu, 284)


quinta-feira para muita pegação ao ar livre e in door


tarde: feira cultural (vale do anhangabaú) – vale pela diversidade de tipos e pela visibilidade política. recomendo uma esticadinha no art palácio, com sua fauna e flora de boys e travas, para turbinar o programa. leve suas camisinhas. (vale do anhangabaú e avenida são joão, 419)

noite: parque do ibirapuera (se a chuva permitir) – procure pelo viveiro manequinho lopes e explore os arredores. não esqueça as camisinhas! (av. pedro álvares cabral, s/nº - portão 10)

madrugada: danger (quinta proibida) – ainda dentro da linha popular e babadeira. recomendo! o momento alto da noite é um show de sexo explícito entre os mais variados tipos de casais. diversidade pura! mais camisinhas... (rua rego Freitas, 470)

after: 269 (sauna gay)– recomendo para um cuidado intensivo da pele (rs). alugue um quarto e não saia de lá enquanto não bater seu recorde de atendimentos. a casa oferece preservativos aos clientes. (rua bela cinta, 269)


sexta-feira para um dia com baixos teores


tarde: footing (para ver e ser visto) – indico o shopping frei caneca, a rua augusta, a avenida paulista, a oscar freire e a região dos jardins como um todo. momento ideal para fazer umas comprinhas. um cinema com os amigos também pega super bem. (estação consolação do metrô é o melhor ponto de referência)

noite: dinner (momento gula) – aproveite que são paulo é referência em gastronomia e dê as caras em um restaurante bacana. Para as melhores dicas dê uma fuçada no blog do thi (procure na coluna esquerda "temas e assuntos" e clique em "comida" e "restaurantes")

madrugada: sogo (butterfly pride edition) – para quebrar a caretice dos programas diurnos e aproveitar a localização nos jardins. não deixe de se jogar no dungeon bar: mais sexo, no melhor estilo uomini. (alameda franca, 1368)

after: mega flexx (carry on) – um after ao som da dj ana paula é algo que não se pode perder. promete! (av. marques de são vicente, 1767)


sábado para encontrar as colegas finas e as phynas


tarde e noite: clube regatas tietê (gira sol) – fique com um dos eventos mais esperados da maratona de celebrações: a única unanimidade entre o povo. vamos torcer para o clima ajudar! (av. santos dumont, 843)

madrugada: the week (babylon) – em minha opinião: será o melhor evento de todos. nos últimos anos tem sido a festa noturna mais animada. parece que nada vai quebrar a tradição. "quem viver..." (rua guaicurus, 324)

after: chega de função, né? – tem parada às 12:00, lembra??? ;-)


domingo para celebrar entre amigos


tarde: parada gay 2009 (avenida paulista) – dispensa comentários!

noite: blue space (matinê) – para fechar a maratona com os melhores shows e performances da noite paulistana.(rua brigadeiro galvão, 723)


* * *

e depois? só por adônis, bem!

obs. 1: Compre seus convites antecipadamente. Mais informações nos sites das empresas responsáveis pelos eventos. É só googlar.
obs. 2: Use sempre, sempre, sempre, camisinha!


COMENTE AQUI

9.6.09


"NÃO RESTA A MENOR DÚVIDA":






Fiquei passado com o post do Tony sobre a última do caso Doritos. Clique AQUI para saber mais!



. . . .


(Proposta de sinal gráfico para protesto contra a campanha publicitária homofóbica do Doritos / PepsiCo)


COMENTE AQUI

8.6.09


sem cortes:




(marcador: "rir é o melhor remédio")

Fino qualquer um pode ser, mas alcançar a categoria de *phyna* é para poucos. É necessário um trabalho árduo e constante. Exige-se muita dedicação, disciplina e força de vontade.

"Muitas *wannabees* serão chamadas, mas poucas *tops* serão escolhidas. É a lei da *buati*".

E para chegar lá existem algumas regras fundamentais. Todos os anos as madrinhas tops da noite escolhem um grupo seleto de newbies para uma disputa que já acontece desde tempos imemoriais. O prêmio? Poder se auto-designar como uma das *phynas da noitche*.

As regras sempre foram veladas, mas este blogueiro teve acesso às informações que eram guardadas sob segredo de classe. Agora qualquer um pode se candidatar. Basta seguir com exatidão os sete pergaminhos! Os olheiros estão por aí e se o candidato se esforçar pode ser chamado para um mega chill-out, um esquenta babadeiro, ou uma festinha pvt e ter a oportunidade de um debut no mundo encantado das top-top-tops.

Respire fundo (rs) e leia com muita atenção:




Pergaminho número 1



Sobre o traje;

Queridjinha, se você tem quatro eventos pela frente, por exemplo, temos aqui um caso de matemática básica: serão quatro produções di-fe-ren-tes. Nada de repetir look ou usar aquela roupitcha da estação passada. O povo repara! Pode até não falar nada na sua frente, mas tenha certeza que a alcunha de “beeesha brechó” será o menos grave que pode acontecer com você. Repetir camiseta? Fora de cogitação! Tenha uma coleção de oclóns respeitável, relógios bacanudos e só use acessórios e roupas originais. Eu disse: originais! Não esqueça que muitas mafiosas trabalham com moda e são capazes de dizer até o número do lote da calça jeans gringa que a colega está usando. Tentar dar o truque neste item é extremamente arriscado. E não esqueça que roupa certa com perfume errado põe tudo a perder. Estamos te observando!


Pergaminho número 2



Sobre o transporte;

Gata, nada de carro 1.0 ou modelo standard no valet da boate. Peloamordiadonis. Não pega nem bem... Se não deu pra fazer um financiamento de um modelo bapho de transporte pessoal: prefira a boa e velha carona com aquela sua “amica reeca e bem nascida”. Mas lembre-se que esta é uma situação provisória! O ideal é começar a ralar de verdade e entrar em um leasing, com prestações equivalentes a de um apartamento, se a senhora quiser um lugar ao sol. Usar táxi, até em função da lei seca, pode ser uma saída, mas nada de fazer caravana com uma turma de falidas e fracassadas. No máximo é você e o paquera no banco de trás. É claro que ter motorista particular será considerado um plus. Estamos te observando!

Pergaminho número 3



Sobre a colocação;

"Jamais serrarás o colocón alheio!" Uma phyna de verdade, em última hipótese, oferece o brilho para a turma de amigas. E muita atenção em com quem você será vista se colocando. Socializar colocação com gente errada é suicídio social sem chance de ressuscitação. Pronto falei! E mesmo que a senhora seja do tipo low profile e fique em um ou dois shots durante a noite: faça sempre um carão de turva lá pelas cinco ou seis da manhã. É fácil. É só imitar aquela top que serve de inspiração para você! Outra coisa: phyna não "cai na chon"! No máximo passa mal, toma uma tônica e volta pra função. Ser carregada por desconhecidos até a enfermaria da buati e depois descobrir que foi vítima da enfermeira Elza é fim de carreira. Ahhh, bafo de álcool conta como demérito. Estamos te observando!

Pergaminho número 4



Sobre os eventos sociais;

Não preciso dizer que a senhora não pode ser vista em qualquer evento social. “Diga-me em qual galho de macaca andas e te direi quem és!” E também não pode deixar de frequentar as festas em que todo mundo que interessa vai estar. Essa é uma questão importante para ser considerada phyna! Mostra que você tem tino e possui uma rede de informantes eficientes e capazes de te dizer onde e quando se apresentar. Frequentar os esquentas e chill-ins certos também é fundamental! Seria terrível encontrar, no meio da noite, a turminha super entrosada e você sem entender a piada do momento, o comentário absurdinho, ou a fofoca da vez. Cuide de sua imagem social. Ahhh, pelo menos duas temporadas no exterior por ano são importantes para o currículo. Estamos te observando!

Pergaminho número 5



Sobre a pegação;

Phyna que é phyna tem que ter muito cuidado na escolha de seus parceiros quando decide por em prática suas fantasias eróticas menos publicáveis. E se uma mafiosa descobre que a senhora curte praticar um foot fucking, vestida com lingerie vermelha, meia calça arrastão e cinta-liga? O ideal para práticas menos ortodoxas é escolher um cafuçu desconhecido. O sexo entre as phynas é sempre uma demonstração de talento, habilidade e classe! Ir caçar em outros estados, ou países, é uma solução viável para as práticas fetichistas mais ousadas. Mas cuidado! Hoje o mundo está cada vez mais conectado pela rede e informações sobre você podem vir à tona até do interior do Acre. Estamos te observando!

Pergaminho número 6



Sobre a comunicação interpessoal;

Aprenda a conversar, darling! Saber aplicar os tempos verbais adequadamente, conhecer as expressões da moda e usar o tom de voz certo são pré-requisitos fundamentais para o seu sucesso. Fale sempre na hora certa, sobre os assuntos certos e, principalmente, com as pessoas certas! Ser vista nas rodinhas de conversa das turmas mais bacanas é sine qua non para a sua ascensão social. Prova que você é bem relacionada, influente, querida e uma candidata forte para o hall das phynas. Lembre-se que a escolha dos assuntos é tão importante como o tom da conversa. Só loser gosta de reclamar da vida e falar sobre tristezas e derrotas. Arte, cultura, cinema, moda, viagens e fofocas sobre o povo são os assuntos que nunca saem de pauta. Falar línguas estrangeiras, fluentemente, é sempre um diferencial. Estamos te observando!

Pergaminho número 7



Sobre a aparência física;

Vamos começar pelo rosto que é o seu cartão de visitas. Pele mal cuidada? Toda esburacada? Sem um bom corretivo da MAC, ou similar? Significa a exclusão sumária da candidata! Põe a perder todo o esforço empregado nos itens anteriores. Quanto a cortes de cabelo muito ousados, bigodes, piercings e acessórios muito modernos: só são aceitáveis se a candidata for muito, eu disse muito, bonita. Olhe sempre no espelho e pergunte: O que eu posso tirar da minha produção? E tire! Ficar sem camisa na boate ainda é e será tendência por um longo tempo. Entretanto uma verdadeira phyna apenas deixa seu dorso/torso nu se o abdômen estiver todo trabalhado no melhor estilo gafanhoto, com todos os gominhos hiper definidos. Se este não for o seu status físico e uma deplorável camada de gordura recobrir sua cintura: prefira um decote V mais amplo, ou mantenha a camisa italiana impecável sobre o seu corpitcho. Não assuste as crianças! Tatuagem? Apenas e tão somente se ela for assinada por um tatuador/artista bapho e com desenho exclusivo! E também não esqueça que os pelos corporais, apesar da moda, não podem ter falhas, precisam estar sob controle e devem ser eliminados das costas e dos ombros. Um bom trimming é fundamental, pois um Sasquatch jamais será aceito pela sociedade das verdadeiramente phynas. Estamos te observando!


* * *

Ai meus sais...
E boa sorte para as candidatas!
Euzinho prefiro mesmo é um bom dark-room numa das buatis bagaceiras na rua dos boys.
Muito franco!

;-)


COMENTE AQUI

7.6.09


3,2,1...:




E não adianta telefonema anônimo...

E-mail abusado...

Ou choradeira de *dhi* batendo errado!

Nesta segunda-feira *todas* terão acesso aos pergaminhos!

;-)


COMENTE AQUI

5.6.09


a revelação:




(Ler o post em voz grave e espectral!)


É chegado o tempo em que o joio será separado do trigo! Faço minhas as palavras que já circulam entre os *top cats*.

Sinal dos tempos! E meu papel nesse processo de arrebatamento será publicar um post bombástico antes de vivermos a Semana da Parada Gay 2009. Será a revelação de um antigo manual, que existe na forma de sete pergaminhos e que mostra o caminho real e definitivo para o mundo das *phynas* da cena gay brasileira.

Dizem que esses escritos foram recebidos mediunicamente por uma *beeesha* top paulistana enquanto ela revirava os olhinhos na pista de dança. Até hoje esses conhecimentos eram apenas repassados dentro da tradição oral (ui). Direto das madrinhas tops para suas afilhadas wannabees. Só as escolhidas tinham acesso a essas informações que, quando fielmente seguidas, são o passaporte para o verdadeiro universo perfeito.

Este blog trará à luz um conhecimento hermético!

Não posso dizer mais nada por enquanto. Aguardem! Tudo será revelado nesta segunda-feira 08/06. Quem conhece sobre números que faça as contas. Quem viver verá!


COMENTE AQUI

4.6.09


todo prosa:




A revista ODYSSEY voltou com tudo e está muito bacana na versão digital de sua 24a. (ui) edição!

Veja em detalhes clicando AQUI

E este blogueiro está todo prosa com sua modesta contribuição que ocupa duas páginas deste número.

Participei da seção "speakers" (pag. 76) com o tema COMO SE DAR BEM NA PARADA.

Como assim "se dar bem"???

Corre lá e confere, bee!

(a edição impressa promete se tornar um disputado item de colecionador!)


COMENTE AQUI




aquecendo o dia:




Mais dezenas de vídeos AQUI


COMENTE AQUI

3.6.09


roteirão prejudicado:




Com esse frio que tem feito em São Paulo há uma redução significativa das opções de locais viáveis para um bom sexo sujo, promíscuo e anônimo (rsrs), como manda a tradição.

Pensar em visitar uma sauna é extremamente desanimador. Nenhum endereço na cidade investiu em um sistema realmente eficiente de aquecimento dos ambientes e andar de roupão não é necessariamente uma solução sexy para enfrentar as baixas temperaturas.

A pegação ao ar livre é a mais prejudicada. Levando em conta que os encontros mais ‘calientes’nos parques da cidade acontecem após o por do sol, justamente quando as temperaturas caem ainda mais, a opção é só para os mais guerreiros e corajosos.

Aquela história de clube de sexo que abre no final da tarde e obriga seus frequentadores a ficar só de tênis, ou no máximo com uma cuequinha? Fora de cogitação!

Resta o bom e velho cinemão. O ambiente é fechado, o preço da entrada é baixo, não é necessário tirar a roupa, a frequência é sempre constante... Enfim, nos vemos na sala de projeção!


COMENTE AQUI

2.6.09


semaninha intensa:




Primeiro quero dizer que estou envolvido num projeto muito legal. Trata-se de uma ideia do meu amigo Thiago que você pode conferir AQUI.

Depois que fiquei tocado com a participação de alguns leitores nos comentários do post anterior. Acho mesmo que o assunto (drogas) precisa vir à tona de uma forma mais franca entre nós. Afinal não podemos negar que o uso de estimulantes, esteroides e narcóticos faz parte da cultura gay vigente.

E também que meu amigo apresentou melhoras, mas continuará internado por tempo indeterminado. Não acredito que simplificações possam explicar casos como o dele. Posso dizer que foram muitas as motivações, causas e circunstâncias que o levaram a viver este drama.

A vida não é tão linear como algumas mentes querem crer.


COMENTE AQUI

1.6.09


blue monday:




Um amigo teve uma overdose este domingo.

E ele nem era dos piores.

Sei que ainda está hospitalizado e em coma.

E agora não posso fazer nada além de aguardar notícias.

***

Blogar pensando no garoto de 22 anos que passa por tamanha dificuldade não é fácil.

(Mas talvez eu ainda possa dizer algo a tempo pra alguém.)

Gosto de usar as afirmações abaixo como uma espécie de termômetro:


1# Você evita todo e qualquer evento social em que não haja a oportunidade de usar drogas em geral e acha insuportável estar em uma festa sem se *colocar*;

2# Ultimamente você apenas estabeleceu novos laços ou relacionamentos com pessoas que se *colocam* junto com você e se afastou dos seus amigos caretas;

3# Nos últimos meses você deixou de realizar coisas importantes pra sua vida porque estava muito *colocado* pra tomar uma decisão ou com uma tremenda ressaca;



Se você se identificou com pelo menos um dos itens acima: Atenção! Você começou a cruzar a tênue linha que separa um usuário ocasional de alguém que foi dominado pela famigerada *colocação*.

Mas não quero fazer *a* moralista, mesmo porque sou a favor da liberação de todas as assim chamadas “drogas ilícitas”. Só defendo que uma coisa é dar um brilho na noite, outra coisa é acordar lambendo sarjeta.

Enfim, é só torcer e esperar. :-(


COMENTE AQUI


This page is powered by Blogger. Isn't yours?
ARQUIVOS